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BLOG DA FAS

01/03/2022

Ecoturismo na Amazônia como meio de transformação e conservação


Quando falamos em Amazônia, a imagem que nos vem à cabeça é uma natureza exuberante rica em biodiversidade, o que a torna o ambiente perfeito para aquelas pessoas que buscam uma experiência e contato mais próximo da natureza, por meio do turismo ecológico.

Mas a importância do ecoturismo vai além, ele desempenha um papel de conscientização e fonte de renda das comunidades locais, transformando o que antes era exploração em uma atividade sustentável, rentável e cultural.

A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) é responsável por desenvolver projetos e programas que visam o crescimento econômico através do turismo. Desde capacitação e formação de empreendedores, trabalhando os principais desafios dessa atividade, até a infraestrutura física e tecnológica necessária.

Os desafios para o setor aumentaram com a pandemia, mas, após o período de quarentena, a FAS orientou e passou todos os protocolos de segurança para a retomada econômica das atividades de forma responsável e segura.

Wildney Mourão, gerente na FAS do Programa de Empreendedorismo e Negócios Sustentáveis da Amazônia (PENSA), explica que o ecoturismo tem em seu cerne o relacionamento.

“O turismo ecológico é uma atividade que promove o serviço. É o atendimento, a recepção, a hospedagem, a experiência, ou seja, o valor agregado que esse turismo promove”, pontua Mourão.

Relação ganha-ganha com a floresta em pé

A atuação da FAS transformou vidas como a de Roberto Brito de Mendonça, que foi madeireiro durante 20 anos e trocou a motosserra pelo turismo sustentável. Há mais de 10 anos, o ribeirinho abandonou o desmatamento para investir em turismo na floresta amazônica, onde tem uma pousada no Tumbira, comunidade à beira do Rio Negro. No canal do youtube da FAS, Brito de Mendonça conta um pouco da sua história.

A conscientização de que a floresta em pé gera renda e muitos outros benefícios, tem transformado a vida de muitos ribeirinhos como o Roberto.

Para se ter noção, são 24 empreendimentos de turismo apoiados pela FAS nas Unidades de Conservação (UCs): Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Negro, Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Negro e RDS do Uatumã. De 2014 a 2021, foram 1.300 horas de consultoria, 25 cursos realizados e 190 famílias beneficiadas.

De 2018 a 2021, só na RDS do Uatumã, foram faturados mais de R$ 7.5 milhões. Em relação a 2020, em 2021 foi registrado um aumento de mais de 79% no faturamento. Isso é a FAS promovendo o desenvolvimento sustentável e cuidando de quem cuida da floresta.

 

Por Equipe de Comunicação em colaboração com Wildney Mourão.