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BLOG DA FAS

23/03/2022

Força-Tarefa dos Governadores para o Clima e Florestas: entenda a participação da Amazônia na reunião


Em Manaus, entre os dias 16 e 18 de março, aconteceu a 12.º Reunião Anual da Força-Tarefa de Governadores pelo Clima e Florestas (GCF Task Force). O evento reuniu cerca de 300 lideranças de 38 estados e províncias vindos de 10 países. Mas qual foi a importância do encontro para a Amazônia?

Após dois ano sem poder se reunir presencialmente em razão da pandemia, o GCF Task Force escolheu a capital do Amazonas para debater soluções a fim de proteger florestas tropicais e discutir medidas que auxiliem na redução de emissões de carbono. Essa retomada permitiu que atores da sociedade civil, empresas, mercado privado e governos estivessem cara a cara para trabalhar em uma agenda convergente em prol da conservação e do clima. 

Para Victor Salviati, Superintendente de Inovação e Desenvolvimento Institucional da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), a escolha da sede é também simbólica, tanto por ser a capital da Amazônia brasileira quanto por envolver a população local. “Manaus também traz a questão urbana e de como integrar soluções sustentáveis entre a cidade e a floresta”, afirmou. 

Essa proximidade entre a floresta e a cidade proporcionou a participação de povos indígenas e populações tradicionais nos debates da cúpula, com demandas e necessidades claras. A colaboração desses corpos sociais é crucial, pois são eles que estão na linha de frente trabalhando a conservação na Floresta Amazônica. 

Representantes indígenas e das populações tradicionais também se envolveram nas discussões sobre os projetos de REDD+, que são recompensas dentro quadro de mudanças climáticas da ONU por resultados de redução de emissões de gases do efeito estufa provenientes do desmatamento. Salviati avalia que o conjunto dessas iniciativas desenvolvidas no bioma têm um futuro muito promissor, tanto pela necessidade do mercado, mas principalmente pela alta qualidade dos projetos.

“O objetivo foi discutir com os atores não só como fazer a floresta valer mais em pé do que derrubada, mas também como trazer os povos indígenas e populações tradicionais para dentro desse debate qualificado do que é o REDD que queremos para a Amazônia.” resumiu o Superintendente. 

Outros avanços da GCF Task Force para a Amazônia

Um dos painéis da reunião contou com a participação do Superintendente Geral da FAS, Virgilio Viana, e foi o pontapé para o lançamento do Janela B. O programa tem como objetivo habilitar os estados da Amazônia Legal a acessar recursos oriundos da Noruega e do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas a partir do mecanismo LEAF e de um novo padrão de crédito de carbono, o ART/TREES. A implementação feita com mais sete instituições parceiras vai consolidar novas rotas de financiamento regional e fortalecer ações de combate ao desmatamento e às queimadas, além de desenvolver soluções de baixa emissão. 

A gerente do Programa de Soluções Inovadoras da FAS, Gabriela Sampaio, comenta que o encontro trouxe avanços nas discussões sobre carbono. Ela acredita que houve um amadurecimento muito grande em relação ao tema, mas sem ignorar uma governança integrada e repartição de benefícios. “É uma agenda que ainda tem muitos desafios, mas ótimas oportunidades”, concluiu.

A conferência ainda contou com anúncios que terão uma implementação mais rápida. Um deles é o estabelecimento do programa Guardiões da Floresta, que será uma iniciativa de pagamento por serviços ambientais baseada no projeto Bolsa Floresta Familiar da FAS. Outra novidade foi o Amazônia +10, uma iniciativa para fomentar a ciência dentro da Amazônia.

 

Por Equipe de Comunicação