pt Português
pt Português
pt Português

BLOG DA FAS

03/05/2022

Quatro perguntas que ajudam a explicar que é possível explorar economicamente a Amazônia sem destruí-la


Quatro perguntas que ajudam a explicar que é possível explorar a Amazônia sem destruí-la

A Amazônia, além de abrigar a maior floresta tropical do planeta, é um dos grandes ativos de potencial econômico que o Brasil tem. E especialmente em ano de eleição – como é esse de 2022 –  temos a oportunidade de escolher como este patrimônio único será utilizado. Porém, não é por meio do uso destrutivo e ilegal que o bioma pode ser melhor aproveitado. Marcado por recordes de desmatamento e queimadas, o atual momento esconde as imensas riquezas naturais da floresta e como elas podem ser exploradas economicamente de forma sustentável. 

Com o manejo correto desses recursos é possível ter uma Amazônia que seja uma salvaguarda para o planeta e para o Brasil ao mesmo tempo que garanta o sustento para quem vive na região. A partir de iniciativas sustentáveis, a bioeconomia é um forte motor de renda na Floresta Amazônica, produzindo farinha, açaí e artesanato.  Sem contar que esse enorme depósito natural traz possibilidades de  produção de bioprodutos, biofármacos e bioinsumos, por exemplo. Outra oportunidade é o Pagamento por Serviços Ambientais, que remunera aqueles que conservam ou restauram a vegetação nativa em prol da sociedade. 

Mesmo assim, diante de tantas alternativas sustentáveis,  vários mitos e distorções cercam a exploração econômica da região. Confira abaixo quatro perguntas que ajudam a entender o porquê da floresta valer mais em pé do que derrubada. 

Verdades e mentiras sobre a exploração da Amazônia

É possível explorar recursos da Amazônia sem degradar o bioma?

Sim. E um dos exemplos desse uso sustentável é a pesca controlada, responsável por tirar o pirarucu, espécie nativa, da ameaça de extinção. O manejo sustentável permitiu que o produto se tornasse fonte de renda para 217 famílias que residem em 11 comunidades da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Mamirauá. Só em 2021, o faturamento bruto no local foi de mais de R$423 mil.  

Desmatar é o caminho para desenvolver?

Não. Prova disso são as Unidades de Conservação, que,  ao mesmo tempo em que proporcionam geração de renda para quem vive na floresta, conservam a riqueza do bioma em biodiversidade. A Comunidade do Tumbira, que fica na RDS do Rio Negro, é um modelo de gestão responsável da sóciobiodiversidade local. A partir do ecoturismo, a comunidade garante renda sustentável para seus moradores. Empreendedores locais disponibilizam pousadas para receber visitantes, além de apresentarem artesanato e gastronomia regional.

Ter áreas de proteção na Amazônia significa que a região está fora de perigo?

Não. As áreas de proteção são apenas uma das formas de garantir o uso sustentável dos recursos naturais da Amazônia. Elas são a base da conservação da biodiversidade local, mas sozinhas não fazem o trabalho todo. É necessário também prover renda para quem vive nessas regiões. Somente com o sustento garantido é que os povos da floresta podem afirmar seu desejo pela conservação. Quando são oferecidas alternativas de emprego que não envolvam o crime de desmatamento, as pessoas não desmatam.

Áreas Protegidas têm menos desmatamento do que o resto da floresta?

Sim. Dados mais recentes sobre queimadas no Amazonas mostram que nas 16 Unidades de Conservação (UCs) onde a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) atua houve uma redução de 75% nos focos de calor em comparação com o ano passado. A redução foi maior que a média registrada no estado do Amazonas, de 45% em relação ao mesmo período do último ano.

A FAS protege quem protege a Amazônia

A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) atua com o apoio da Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Amazonas para realizar seus projetos e proteger quem protege a floresta. Fundada em 2008 e com sede em Manaus, a FAS é uma organização da sociedade civil e sem fins lucrativos que dissemina e implementa conhecimentos sobre desenvolvimento sustentável, contribuindo para a conservação da Amazônia. A instituição atua com projetos voltados para educação, empreendedorismo, turismo sustentável, inovação, saúde e outras áreas prioritárias por meio da valorização da floresta em pé e de sua sociobiodiversidade.

 

Por Equipe de Comunicação