{"id":14362,"date":"2023-03-15T12:10:05","date_gmt":"2023-03-15T15:10:05","guid":{"rendered":"https:\/\/fas-amazonia.org\/blog-virgilio-viana\/?p=14362"},"modified":"2023-03-15T12:10:05","modified_gmt":"2023-03-15T15:10:05","slug":"o-associativismo-ribeirinho-na-amazonia-profunda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fas-amazonia.org\/blog-virgilio-viana\/2023\/03\/15\/o-associativismo-ribeirinho-na-amazonia-profunda\/","title":{"rendered":"O associativismo ribeirinho na Amaz\u00f4nia profunda"},"content":{"rendered":"<p>A hist\u00f3ria da organiza\u00e7\u00e3o social na Amaz\u00f4nia profunda \u00e9 permeada de processos de mobiliza\u00e7\u00e3o e desmobiliza\u00e7\u00e3o de comunidades. Momentos de forte mobiliza\u00e7\u00e3o ocorreram ao redor de conflitos de pesca, em lagos desde a d\u00e9cada de 1970. Comunidades ribeirinhas se revoltaram contra pescadores comerciais que praticavam pesca predat\u00f3ria e pouco, ou quase nada, deixavam de benef\u00edcios para as comunidades locais. Muitas conquistas foram alcan\u00e7adas, com acordos de pesca e planos de manejo de lagos, com especial destaque para o pirarucu. Comunidades ribeirinhas tamb\u00e9m se organizaram para reivindicar direitos sobre o uso de recursos florestais extrativistas como borracha, castanha, andiroba e outros. Muitas conquistas foram alcan\u00e7adas, especialmente no Amazonas, ap\u00f3s 2003, quando houve uma forte expans\u00e3o das Reservas de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (RDS) e reservas extrativistas.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a conquista de direitos sobre os recursos pesqueiros e extrativistas, emergiu uma nova agenda: a melhoria da qualidade de vida das comunidades ribeirinhas em Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o (UCs). Essa nova agenda, ao contr\u00e1rio da primeira, n\u00e3o tem um \u201cinimigo\u201d claro. Antes, a mobiliza\u00e7\u00e3o era contra os peixeiros comerciais ou os propriet\u00e1rios de castanhais e seringais. Agora, o desafio \u00e9 outro e mais difuso. Trata-se de superar a defici\u00eancia de pol\u00edticas p\u00fablicas de educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade e, ao mesmo tempo, aumentar a renda. \u00c9 um desafio mais complexo e de dif\u00edcil visualiza\u00e7\u00e3o. Por isso, mobiliza menos as comunidades.<\/p>\n<p>A realidade predominante hoje \u00e9 de fragilidade do associativismo na maior parte das comunidades ribeirinhas. Poucas associa\u00e7\u00f5es s\u00e3o formalizadas, pouqu\u00edssimas est\u00e3o em dia com os requisitos legais e a participa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito pequena. Esse fato n\u00e3o decorre da menor politiza\u00e7\u00e3o ou consci\u00eancia social das comunidades ribeirinhas. \u00c9 necess\u00e1rio entender a realidade ribeirinha para explicar essa realidade. Primeiro essas comunidades est\u00e3o distantes dos centros urbanos e dispersas na imensid\u00e3o da Amaz\u00f4nia profunda. Isso significa elevados custos de log\u00edstica para a organiza\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o social. \u00a0Segundo, trata-se de comunidades com alguns dos mais elevados n\u00edveis de pobreza do Brasil, marcados por baixos \u00edndices de desenvolvimento humano. Investir tempo e dinheiro em associa\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias tem um peso econ\u00f4mico muito forte para as comunidades ribeirinhas. Terceiro, existe um contexto sociocultural, herdado do ciclo da borracha, onde a desuni\u00e3o era a regra imposta pelos seringalistas.<\/p>\n<p>\u00c9 nesse contexto que foi concebido o Bolsa Floresta Associa\u00e7\u00e3o \u2013 um dos quatro componentes do <a href=\"https:\/\/fas-amazonia.org\/programa-bolsa-floresta\/\">Programa Bolsa Floresta<\/a>. O seu objetivo estrat\u00e9gico \u00e9 estimular o associativismo como um ingrediente essencial para o processo de promo\u00e7\u00e3o da melhoria da qualidade de vida das comunidades ribeirinhas e de conserva\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n<p>O Programa Bolsa Floresta foi institu\u00eddo por lei e regulamentado por um decreto que prev\u00ea a obrigatoriedade do associativismo para os benefici\u00e1rios do Programa \u2013 cuja participa\u00e7\u00e3o \u00e9 volunt\u00e1ria. A ideia era que pequena parcela (m\u00e9dia de R$ 5 por m\u00eas) do pagamento do Bolsa Floresta Familiar (R$ 600 por ano) fosse usada para pagar as taxas das associa\u00e7\u00f5es. Adicionalmente, as \u201cassocia\u00e7\u00f5es-m\u00e3e\u201d (federa\u00e7\u00f5es de associa\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias de cada UC) recebem apoio do Bolsa Floresta Associa\u00e7\u00e3o. Estas associa\u00e7\u00f5es recebem um conjunto de investimentos estruturais (lancha voadeira, computador, m\u00e1quina fotogr\u00e1fica, conex\u00e3o internet, apoio para constru\u00e7\u00e3o ou reforma da sede, etc.) e apoio para o custeio (combust\u00edvel para transporte, alimenta\u00e7\u00e3o e log\u00edstica para reuni\u00f5es de diretoria e assembleias). S\u00e3o investimentos destinados a enfrentar a realidade hist\u00f3rica de fragilidade do associativismo na Amaz\u00f4nia profunda.<\/p>\n<p>Apesar das muitas dificuldades e do curto espa\u00e7o de tempo, j\u00e1 se pode observar avan\u00e7os expressivos. Das 15 unidades de conserva\u00e7\u00e3o onde o Programa est\u00e1 sendo implementado, 12 possuem associa\u00e7\u00f5es (todas em conformidade com todos os requisitos legais) e as outras tr\u00eas est\u00e3o em fase adiantada de constitui\u00e7\u00e3o formal de suas associa\u00e7\u00f5es, com a coordena\u00e7\u00e3o do Centro Estadual de Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o \u2013 CEUC. Em 2007, antes do in\u00edcio do Programa, havia apenas oito associa\u00e7\u00f5es formalmente constitu\u00eddas nessas 15 unidades de conserva\u00e7\u00e3o \u2013 a maioria delas em desconformidade com algum requisito legal. Nas 12 unidades que j\u00e1 possuem associa\u00e7\u00f5es, a taxa de ades\u00e3o \u00e9 de 79% das fam\u00edlias \u2013 um n\u00edvel que pode ser considerado elevad\u00edssimo, n\u00e3o apenas para a Amaz\u00f4nia. Em 2011, apenas 12% das unidades de conserva\u00e7\u00e3o onde ainda n\u00e3o est\u00e1 sendo implementado o Programa Bolsa Floresta possuem associa\u00e7\u00f5es formalizadas. Por outro lado, 79% das unidades que t\u00eam o Bolsa Floresta possuem hoje associa\u00e7\u00f5es formalizadas e legalizadas. Todos os dados mostram um avan\u00e7o expressivo no associativismo nas comunidades beneficiadas pelo Programa Bolsa Floresta.<\/p>\n<p>Existem ainda outros indicadores expressivos. Tomemos o caso das elei\u00e7\u00f5es de presidentes e diretoria, que passaram a ter mais interesse, disputa, transpar\u00eancia, e legitimidade. Em outras palavras, mais democracia. Ilustro com o caso da Reserva de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel do Rio Negro, onde recente elei\u00e7\u00e3o teve a participa\u00e7\u00e3o de 351 fam\u00edlias, representando 74% dos moradores. Depois de um debate tranquilo e organizado, foi eleito um novo presidente, com 68% dos votos. O presidente \u00e0 \u00e9poca, candidato \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o, teve apenas 4% dos votos. Havia uma indigna\u00e7\u00e3o contra ele, motivada por uma percep\u00e7\u00e3o de inoper\u00e2ncia e desvios de conduta. Uma verdadeira li\u00e7\u00e3o de democracia.<\/p>\n<p>Ainda existem muitos desafios para o associativismo ribeirinho na Amaz\u00f4nia profunda. A log\u00edstica permanece uma quest\u00e3o \u2013 e continuar\u00e1 a ser por raz\u00f5es f\u00edsicas e geogr\u00e1ficas. O legado sociocultural dos seringais, de mais de um s\u00e9culo, permanece vivo no imagin\u00e1rio e valores locais. Felizmente a pobreza est\u00e1 sendo enfrentada por uma prosperidade crescente. Por exemplo, <a href=\"https:\/\/fas-amazonia.org\/programa-bolsa-floresta\/\">pesquisa realizada pelo Instituto Action<\/a>, com 5% de margem de erro, na Reserva de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (RDS) do Uatum\u00e3 revelou que 70% das fam\u00edlias tiveram aumento de renda, com um acr\u00e9scimo de 36% sobre a renda anual. Boa parte disso se deve aos investimentos do Bolsa Floresta Renda (m\u00e9dia de R$ 190 mil por UC por ano) e pelo Bolsa Floresta Familiar (R$ 600 por fam\u00edlia por ano). Somam-se a isso os ganhos de desenvolvimento humano decorrentes dos investimentos (m\u00e9dia de R$ 175 mil por unidade de conserva\u00e7\u00e3o por ano) em educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, saneamento, comunica\u00e7\u00e3o e transporte, derivados do Bolsa Floresta Social.<\/p>\n<p>O associativismo \u00e9 um componente essencial do processo de desenvolvimento humano das comunidades ribeirinhas. N\u00e3o se trata de desafio f\u00e1cil de ser superado a curto prazo. Mas, sim de um desafio urgente, dados os inaceit\u00e1veis n\u00edveis de pobreza extrema da Amaz\u00f4nia profunda. E, como disse Nelson Mandela, \u201cpobreza e mis\u00e9ria n\u00e3o combinam com conserva\u00e7\u00e3o ambiental\u201d.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong><em>Publicado originalmente no site da FAS, em 22\/11\/2011<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A hist\u00f3ria da organiza\u00e7\u00e3o social na Amaz\u00f4nia profunda \u00e9 permeada de processos de mobiliza\u00e7\u00e3o e desmobiliza\u00e7\u00e3o de comunidades. Momentos de forte mobiliza\u00e7\u00e3o ocorreram ao redor de conflitos de pesca, em lagos desde a d\u00e9cada de 1970. Comunidades ribeirinhas se revoltaram contra pescadores comerciais que praticavam pesca predat\u00f3ria e pouco, ou quase nada, deixavam de benef\u00edcios para as comunidades locais. 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