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“Não se esqueça dos pobres”: a mensagem de Dom Cláudio Hummes deve reverberar na Amazônia

13/07/2022

“Não se esqueça dos pobres”: a mensagem de Dom Cláudio Hummes deve reverberar na Amazônia


Esta semana nos despedimos de um grande brasileiro e uma grande liderança cristã internacional. O cardeal Dom Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo, nos deixou nesta segunda, dia 4 de julho, e foi um dos maiores defensores da Amazônia e dos povos indígenas.

Dom Cláudio, além de um líder da Igreja católica, foi um humanista, e teve um papel fundamental no Sínodo da Amazônia, convocado pelo Papa Francisco, em que contribuiu para que fosse dado um olhar mais atento à região. Foi uma pessoa que colaborou para o debate público sobre a sustentabilidade e vai deixar não só saudade em quem teve o privilégio de ter um convívio próximo a ele, mas também uma lacuna na nossa agenda de luta pela Amazônia.

A missa em sua homenagem ocorreu nesta quarta, 6 de julho, na Catedral da Sé, em São Paulo. A cerimônia foi extremamente emocionante e antecedeu o enterro de Dom Cláudio, que aconteceu na cripta da Catedral.

Foi ressaltada pelas diversas autoridades eclesiais, inclusive pela mensagem do Papa Francisco, transmitida pelo Núncio do Vaticano no Brasil, a célebre frase de Dom Cláudio: “não se esqueça dos pobres”.

Essa frase, dita ao então recém eleito Papa Francisco, o inspirou a escolher o nome de Francisco para o seu pontificado. Esse mesmo lema, repetido diversas vezes durante a cerimônia de despedida, serve como uma mensagem a todos nós, cristãos ou não, sobre a necessidade de olharmos com atenção para o drama da pobreza e da desigualdade.

Que a frase de Dom Cláudio nos guie a fazer tudo o que estiver ao nosso alcance, inclusive as escolhas certas, para guiar o Brasil rumo à erradicação da pobreza extrema.

A outra mensagem fortemente ecoada na cerimônia de despedida de Dom Cláudio foi sobre a Amazônia. Que o seu legado nos inspire a seguir combatendo o avanço do desmatamento e do crime organizado na região e lutando pela floresta em pé e pelo respeito aos direitos dos povos indígenas e populações tradicionais.


Artigo publicado originalmente no jornal A Crítica, em 13/07/2022