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COP-27

A 27ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, popularmente conhecida como COP-27, reúne lideranças globais em prol do esforço de frear a crise climática mundial. Em 2022, o maior encontro do mundo sobre mudanças climáticas acontece entre os dias 6 a 18 de novembro em Sharm El Sheikh, no Egito.  

Pra saber mais sobre o que é a COP e como ela funciona, arrasta pra baixo que preparamos um mini glossário de termos. 

Depois dos avanços da COP26, a edição contempla urgência de avanço nas medidas de adaptação climática e nas negociações sobre financiamento climático, principalmente para os países considerados em desenvolvimento, como é o caso do Brasil.  

A FAS NA COP27: LEVAR A AMAZÔNIA AO CENTRO DO DEBATE 

O Brasil tem papel chave no debate sobre o clima. E o país abriga parte significativa da Amazônia.  

Dar atenção à Amazônia é urgente para a mitigação dos efeitos da crise climática.  

A literatura científica prova a cada dia: é preciso conservar a maior floresta tropical do mundo para controlar o aumento da temperatura global e garantirmos qualidade de vida para toda a humanidade.  

Como maior instituição amazônida de atuação no bioma, a FAS é uma entre tantas que agem para trazer a floresta amazônica para o centro do debate mais importante do século.  

Vale lembrar que a Amazônia é exuberante fauna e flora, mas também é gente: mais de 28 milhões de pessoas estão distribuídas em cidades e comunidades afastadas dos grandes centros urbanos, mas que devem estar cada dia mais próximas às tomadas de decisões e ao debate global sobre clima.   

São as pessoas as maiores guardiãs da floresta e com quem a FAS trabalha, em parceria, diariamente.  

A FAS leva para o Egito, neste ano, os resultados, exemplos e expertise de sua missão de quase 15 anos, quando foi fundada: cuidar das pessoas que cuidam da floresta. 

NOSSA PARTICIPAÇÃO

FINANCIAMENTO CLIMÁTICO EM PAUTA 

O financiamento climático buscar apoiar ações de mitigação e adaptação à crise climática, sobretudo por meio do fomento de políticas públicas e projetos para enfrentamento da crise. A FAS acredita que existe um potencial expressivo no fortalecimento da agenda climática da Amazônia.

Isso porque o acesso ao financiamento estimula a implementação de ações climáticas em nível local, consequentemente, podendo atingir níveis nacionais e internacionais e também influencia os governos locais a trabalharem de forma ativa no combate à crise climática.   

REDD+: MERCADO VOLUNTÁRIO DE CARBONO 

Após a conclusão das negociações sobre o artigo 6 do Acordo de Paris na COP26, o mercado de carbono tem se mostrado uma importante ferramenta para viabilizar ações de mitigação. Um dos principais exemplos do comprometimento da FAS na implementação de ações que contribuem pela redução da emissão de gases e no combate à crise climática é a coordenação e implementação do projeto “Destravando e Alavancando o Desenvolvimento de Baixas Emissões”, conhecido como Janela B.  

Com auxílio do Secretariado Executivo da Força-Tarefa dos Governadores para o Clima e Florestas (GCFTF) no Brasil e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o projeto Janela B forma uma rede de organizações não governamentais de apoio aos governos estaduais da Amazônia Legal para acesso ao mercado voluntário de carbono por meio do padrão ART/TREES, com o objetivo de quantificar as reduções de emissões e remoções dos projetos de REDD+ e proporcionar um processo abrangente de registro, verificação e emissão de créditos de carbono de forma transparente.   

O padrão viabiliza o acesso à coalizão LEAF, um fundo de recursos privados que financia projetos de conservação das florestas tropicais e subtropicais para enfrentar os desafios da crise climática em nível local e mundial.  

 

Entenda a diferença entre mercado de carbono regulado e voluntário 

Mercado regulado: Os governos nacionais, regionais ou estaduais definem regras específicas para o funcionamento do mercado, como, por exemplo, quais os setores envolvidos, o que gera crédito de carbono, quanto cada tipo de projeto pode gerar de créditos, como precificar, como certificar, como medir e evitar que seja contabilizado duplicadamente, entre outras. Ele também traz a possibilidade de os governos estabelecerem um limite de emissões para empresas e estabelecer políticas de estado para tornar a captura de carbono mais atraente para investidores. 

Mercado voluntário: Criado por empresas e pessoas interessadas em gerar ou comprar créditos para alinhar suas atividades às metas de ESG (governança ambiental, social e corporativa). Os créditos gerados precisam ser auditados por uma entidade independente, porém, não são contados nas metas de redução de emissões de países no Acordo de Paris. Qualquer empresa, pessoa, ONG ou governo pode gerar ou comprar créditos de carbono voluntários. Atualmente, este é o mercado que funciona no Brasil. 

Saiba mais sobre nossos projetos em temas essenciais para a Amazônia:

ENTENDA A COP

O que é a COP?   

COP é uma sigla em inglês que significa “Conference of the Parties”. Na tradução para o português “Conferência das Partes”. “Partes”, neste contexto, se refere aos países (156 países + União Europeia) que fazem parte da Convenção-Quadro das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas, tratado internacional que costuma ser referenciado pela sua sigla em inglês: UNFCCC (United Nations Framework Convention on Climate Change).    

A Convenção-Quadro foi aberta para assinaturas em 1992, durante a Conferência Rio-92, mas entrou em vigor apenas em 1994. Por isso, desde 1995, as Partes da UNFCCC reúnem-se anualmente para avançar na implementação das medidas e compromissos definidos no tratado internacional, onde são avaliados os progressos e as dificuldades das Partes em lidarem com a mudança do clima e seus impactos nos âmbitos econômico, ambiental e social.  

 

O que é UNFCCC (Convenção-Quadro da ONU sobre Mudança do Clima/United Nations Framework Convention on Climate Change)?   

É um tratado internacional com o objetivo direcionar os esforços internacionais para o enfrentamento da crise climática, a estabilização das emissões de gases de efeito estufa na atmosfera, de maneira a controlar a interferência humana permanente no sistema climático global. Ela estabelece compromissos e obrigações para todos os países signatários, sendo esses países chamados de Partes da Convenção, no que diz respeito ao combate à mudança climática.   

 

O que acontece na COP?   

Na Conferência das Partes são tomadas deliberações por consenso entre os países signatários da UNFCCC. Os únicos atores com poder de voto são os delegados governamentais dos países signatários da UNFCCC. No entanto, jornalistas e integrantes de organizações não governamentais participam das reuniões como membros observadores. Ao final de cada reunião da COP, uma série de decisões é adotada para conduzir as atividades das Partes durante o período que a sucede.    

 

Onde o Brasil se encontra no Acordo de Paris?   

Na nova e atualizada NDC – com base na NDC de 2005 -, o Brasil reafirma seu compromisso de reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em 37% até 2025, além disso, assume o compromisso de reduzir em 50% as emissões brasileiras até 2030 em relação a 2005. A NDC também enuncia o objetivo indicativo de atingirmos a neutralidade climática – ou seja, emissões líquidas nulas – em 2050.    

Mesmo sendo um país ainda em desenvolvimento, o Brasil executa um papel crucial no combate às mudanças climáticas é ator-chave na construção do Acordo de Paris. Com a revisão atual da NDC Brasileira, aumentou-se a ambição, mas ela ainda se encontra abaixo das expectativas para o cenário de <1,5º e sem instrumentos financeiros e ações vinculadas, ainda com metas menos ambiciosas em relação ao compromisso vinculante de 2015.   

Ainda assim, as metas estabelecidas superam a de muitos países desenvolvidos. Além do mais, o Ministério das Relações Exteriores declara que há possibilidade do objetivo de longo prazo ser revisto, visto que, na COP26, o Pacto de Glasgow definiu que as NDCs precisam ser revisadas anualmente e não mais a cada 5 anos, como anteriormente.    

CONTRIBUA COM A FAS

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