Segundo “Diálogos” pôs em pauta a necessidade de políticas públicas para o estímulo da bioeconomia amazônica

Evento virtual gratuito faz parte de uma série realizada pelo Hub de Bioeconomia Amazônica. O projeto apresenta experiências, soluções e propostas que promovem uma bioeconomia inclusiva na região.

No último dia 19, o ciclo “Diálogos para uma bioeconomia inclusiva na Amazônia” promoveu a sua segunda edição e colocou em debate o papel dos governos locais para o fortalecimento de uma economia verde. O evento é promovido pela rede do Hub de Bioeconomia Amazônica, iniciativa secretariada pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS) em parceria com a Green Economy Coalition (GEC).

 

A série “Diálogos” cumpre o objetivo do Hub de aprofundar o debate público sobre bioeconomia amazônica, pavimentar caminhos e amplificar soluções que promovem uma economia verde e justa na Amazônia. Os diálogos também contam com apoio do International Institute for Environment and Development (IIED) e financiamento do Partners for Inclusive Green Economy (PIGE). 

Com o tema “Bioeconomia amazônica no centro da política: o papel dos governos locais para o fomento de uma bioeconomia inclusiva na Amazônia”, a atividade foi transmitida no canal da FAS no Youtube, apresentado pela facilitadora do Hub de Bioeconomia Amazônica, Marysol Goes, e com mediação feita pelo superintendente geral da FAS, Virgilio Viana. 

Para debater o assunto, foram convidados a diretora de bioeconomia, mudanças climáticas e serviços ambientais da Sema-PA, Camille Bemerguy; o secretário de desenvolvimento, tecnologia e inovação da Sedecti – AM, Angelus Figueira; a pesquisadora da Embrapa-AP, Ana Euler; a gerente adjunta de povos indígenas e comunidades tradicionais da The Nature Conservancy e Co-líder da Força Tarefa de Bioeconomia da Coalizão Brasil, Juliana Simões, e o gerente regional de relações internacionais e advocacy dos governos locais pela sustentabilidade – ICLEI América do Sul, Bráulio Braz. 

Durante a discussão, os painelistas Ana Euler, Juliana Simões e Bráulio Braz destacaram as principais atividades desenvolvidas pelas suas respectivas organizações de trabalho que são voltadas para o estímulo de uma bioeconomia inclusiva na Amazônia. 

A pesquisadora Ana Euler, por exemplo, tratou do portfólio de atividades da Embrapa para uma economia sustentável e segurança alimentar na Amazônia. A painelista esclareceu que as atividades têm por objetivo integrar inovação e sustentabilidade na promoção de novos modelos de desenvolvimento dentro da Amazônia Legal.  

“Este portfólio tem um olhar para a diminuição de desigualdades, para a melhoria de bem-estar humano e redução de desmatamento e degradação a partir de inovações tecnológicas”, destacou Ana.  

Juliana Simões abordou as iniciativas da Coalizão Brasil, Clima, Floresta e Agricultura, rede da sociedade civil na qual atua e que reúne mais de 300 organizações como ONGs, empresas do setor privado e organizações de pesquisa. 

“A gente sabe que uma bioeconomia para a Amazônia tem suas peculiaridades, então é importante que a gente possa pensar em uma política nacional, mas também pensando e adequando essa política às características à vocação de cada bioma”, afirmou Juliana.  

Já Bráulio Braz informou que o ICLEI América do Sul atua em mais de 105 cidades e tem trabalhado para construir e apoiar os governos locais para impulsionar um desenvolvimento sustentável, a partir de uma perspectiva panamazônica.  

“Estou sempre tomando essa visão de Panamazônia como a infraestrutura resiliente, limpa com transporte urbano e transporte de mobilidade sustentável”, declarou Bráulio. 

Em outro momento do debate, a economista paraense Camille Bermeguy afirmou que além de construir um conceito unificado de bioeconomia, o esforço realizado no estado do Pará também exige em pensar políticas públicas que se baseiem na natureza, na bioeconomia e na biodiversidade local e que, ao mesmo tempo, também reconheçam e valorizem os conhecimentos das comunidades locais. 

Com relação ao Amazonas, o secretário da Sedecti, Angelus Figueira,  avaliou que o desenvolvimento econômico no estado esteve sempre muito associado ao seu distrito industrial. Nesse sentido, afirmou que as políticas estaduais têm tentado avançar na frente da bioeconomia, atuando nas cadeias do açaí, da castanha, do cacau e dos serviços agroflorestais em busca de uma matriz econômica mais robusta social e economicamente. 

“O estado do Amazonas mantém uma cobertura vegetal diferenciada e a bioeconomia que queremos, que sonhamos, é mais que uma necessidade do ponto de vista social”, finalizou o secretário.  

Sobre o Hub de Bioeconomia Amazônica  

O Hub de Bioeconomia Amazônica conecta, articula e amplifica experiências e soluções de diversos atores para a promoção de uma bioeconomia inclusiva na Amazônia. A rede tem parceria da Green Economy Coalition – a maior aliança global de organizações multissetoriais engajadas na promoção de uma economia verde e justa no mundo – e da Fundação Amazônia Sustentável (FAS) – organização reconhecida como a maior instituição amazônica atuante na região, e eleita melhor ONG do Brasil em 2021, segundo o ranking do Prêmio Melhores ONGs. Saiba mais em https://bioeconomiaamazonia.org/   

Sobre a FAS 

Fundada em 2008 e com sede em Manaus/AM, a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) é uma organização da sociedade civil e sem fins lucrativos que dissemina e implementa conhecimentos sobre desenvolvimento sustentável, contribuindo para a conservação da Amazônia. A instituição atua com projetos voltados para educação, empreendedorismo, turismo sustentável, inovação, saúde e outras áreas prioritárias. Por meio da valorização da floresta em pé e de sua sociobiodiversidade, a FAS desenvolve trabalhos que promovem a melhoria da qualidade de vida de comunidades ribeirinhas, indígenas e periféricas da Amazônia. 

Créditos da imagem: Dirce Quintino

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