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BALANÇO DO BOLSA FLORESTA

Fundação Amazônia Sustentável (FAS) divulga um balanço dos 14 anos de apoio à implementação do Programa Bolsa Floresta (PBF)

A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) concluiu, no mês de março de 2022, um ciclo de atividades relacionado a 14 anos de apoio à implementação do Programa Bolsa Floresta (PBF). Iniciado pela FAS em abril de 2008, esse ciclo foi encerrado com a publicação, pelo Governo do Amazonas, de um edital que irá selecionar instituições que farão a gestão do programa a partir de abril de 2022.

Como se trata de uma política pública, coube ao Governo do Amazonas definir as regras que serão vigentes a partir de agora e que incluem as seguintes mudanças: o programa vai passar a se chamar Guardiões da Floresta, terá um aumento no valor do repasse mensal e ampliará o número de beneficiários.

Ao longo desses 14 anos, a FAS buscou observar os mais elevados padrões de profissionalismo e ética, seguindo toda a legislação pertinente. Foram feitas prestações de contas anuais à Curadoria de Fundações do Ministério Público Estadual, além de prestações de contas adicionais ao Tribunal de Contas do Estado do Amazonas. Adicionalmente, a FAS passou por 28 auditorias independentes realizadas por uma das maiores empresas de auditoria do mundo, a PwC, todas sem ressalvas.

Além de observar todos os ditames legais, a FAS monitorou o nível de satisfação das mais de 9 mil famílias beneficiadas pelo Programa Bolsa Floresta, com pesquisas independentes, com margem de 3% de erro. Essas pesquisas mostram que, em média, mais de 83% dos beneficiários do PBF nas unidades de conservação pesquisadas afirmam que a vida melhorou após o início da implementação do Programa. Ao longo do tempo, houve uma percepção de melhoria contínua na avaliação dos beneficiários.

A FAS aplicou, integralmente, os R$ 20 milhões recebidos em doação do Governo do Amazonas em 2008. Esses recursos foram corrigidos pelos rendimentos do Fundo FAS, totalizando R$ 28,74 milhões pagos às famílias beneficiárias do PBF, com término em abril de 2015. Esse fato foi comunicado ao Governo do Estado que, infelizmente, diante de turbulências políticas e administrativas (impeachment, eleições etc.) só conseguiu resolver esse tema em março de 2022.

Como a FAS é uma instituição sem fins lucrativos, com a missão de cuidar das pessoas que cuidam da floresta, o Conselho de Administração da FAS, composto por 13 pessoas de destaque estadual e nacional, tomou a decisão de alocar recursos próprios para não deixar o PBF acabar por falta de fundos. Com essa decisão, a FAS destinou R$ 63.061.486 reais (em valores históricos) para custear o Programa até março de 2022, sendo R$28.710.761 do Governo do Amazonas e R$34.350.725 de verbas próprias da FAS.

Atuação da FAS e impactos positivos do PBF

Em 2021, o PBF representou 11,2% das atividades da FAS, cujo conjunto de ações inclui os programas Floresta em Pé, Empreendedorismo e Educação. Esses programas seguem uma abordagem sistêmica, que possui oito eixos temáticos e um alinhamento com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Essas iniciativas foram capazes de reduzir o desmatamento e aumentar a renda das comunidades onde atuamos. Com isso, a FAS conseguiu gerar um impacto positivo na vida de milhares de comunidades por toda a Amazônia. A renda média das famílias aumentou expressivamente – superando, em média, a linha da pobreza extrema – numa trajetória diferente das comunidades onde a FAS ainda não atua.

Como resultados, o Programa Bolsa Floresta contribuiu com a proteção de 10,9 milhões de hectares de florestas, o que representou uma queda de 43% na taxa de desmatamento nas áreas beneficiadas (2008-2020), de acordo com dados oficiais do Governo Brasileiro (INPE/PRODES). No período de 2020-2021, o desmatamento nas áreas com atuação do Programa Bolsa Floresta diminuiu 55%, ao passo que nas unidades de conservação onde o Programa ainda não foi implementado, aumentou 28%.

Ao mesmo tempo, também houve um aumento de 202% na renda média das famílias (2009-2019) – comprovando a possibilidade da conservação da floresta e geração de renda em comunidades ribeirinhas. Tudo isso ocorreu com a aprovação de mais de 85% dos beneficiários, de acordo com pesquisa de opinião independente feita pela Action Pesquisa de Mercado, em 2019.

Durante a pandemia, a FAS articulou a Aliança Covid Amazônia, que reuniu 128 instituições públicas e privadas e, com isso, beneficiou mais de 7.500 comunidades, aldeias e bairros de baixa renda em áreas urbanas.

Em 2021, atualizamos nosso propósito institucional, para “Perpetuar a Amazônia viva, com todos e para todos”. Isso envolve aplicar nossa tecnologia social e abordagem sistêmica para manter a floresta em pé, com biodiversidade e serviços ambientais conservados; cuidar das pessoas que são os guardiões da floresta e, também, beneficiar o restante do Brasil e da humanidade, no contexto das mudanças climáticas.

Atualmente, a FAS possui uma equipe de 135 colaboradores, sendo 91% do Amazonas, 1% dos demais estados da Amazônia e 8% de outras partes do Brasil. Trata-se de uma instituição amazonense de renome, sediada em Manaus e que, em 2021, recebeu o prêmio de melhor ONG do Brasil. Além disso, foi agraciada com o Prêmio Anual da Fundação Gulbenkian (Portugal) e com o Prêmio da Unesco em Educação para o Desenvolvimento Sustentável; além de ter recebido outros 17 prêmios nacionais e internacionais.

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