No Rio Amapá, produção de farinha é alternativa sustentável de geração de renda

Comunitários também participam de formação em boas práticas para o manejo da copaíba, fruto de ação da Fundação Amazonas Sustentável (FAS)

Por Fundação Amazônia Sustentável

01.06.2017

Famílias agricultoras das Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Rio Amapá, nos municípios de Novo Aripuanã e Manicoré (465 km de Manaus), participaram no mês de maio de formação em boas práticas para a fabricação de farinha saborizada, que tem caído no gosto do manauara.

Por meio da atividade, 25 agricultores aprenderam a fabricar a versão da farinha de mandioca nos sabores pimenta, alho, cebola, mista e comum, o que visa agregar valor à produção local e abrir possibilidades para novos mercados. Além disso, os comunitários também foram capacitados para a fabricação de subprodutos como o tradicional “pé-de-moleque”, bijus e féculas derivadas da mandioca. A ação foi uma iniciativa da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), em parceria com o Fundo Amazônia/BNDES.

“Investir em geração de renda é a principal ferramenta para fazer as populações do campo permanecerem no interior. Nesta estratégia os recursos são direcionados de forma participativa para as iniciativas que já são desenvolvidas pelas mulheres e homens da floresta”, explica o coordenador da Regional Madeira da FAS, Marilson Rodrigo.

Os cursos são definidos pelos agricultores da reserva. O valor da farinha tradicional era R$ 2,00, e com a capacitação, a expectativa é vender cada litro a R$ 5,00.

Para Rivelino Carvalho, presidente da Associação de Moradores Agroextrativistas da Comunidade Boa Esperança, a capacitação foi uma iniciativa boa para os produtores locais. “Nós trabalhamos há muito tempo com a cadeia produtiva da farinha, e nunca na história tínhamos comercializado um litro a R$ 5,00. Isso possibilitou o aumento de renda e a valorização do nosso trabalho”, comenta Rivelino.

Extração de copaíba

Copaibeiros recebem certificado | Foto Marilson Rodrigo
Copaibeiros recebem certificado | Foto Marilson Rodrigo

Outra capacitação realizada em maio foi o Curso de Boas Práticas de Manejo para Extração do ?leo de Copaíba, realizada na RDS Rio Amapá. A formação permitiu a 27 extrativistas realizar o mapeamento das árvores de copaíba com sistema GPS, identificando a área de produção. O objetivo é aumentar a segurança dos extrativistas, a qualidade do produto e a conservação da espécie.

 

Notícia da Fundação Amazônia Sustentável