Mudanças Climáticas: a Amazônia já sente os impactos. É hora de agir.
Nas imagens, a Comunidade Santa Helena do Inglês na cheia, à esquerda, e na seca, à direita.
Aliança Adaptação El Niño 2026-27
A experiência das secas históricas de 2023 e 2024 mostrou que enfrentar eventos climáticos extremos na Amazônia exige articulação, monitoramento e capacidade de agir rapidamente nos territórios. Foi nesse contexto que a FAS criou, em 2023, a iniciativa hoje denominada Aliança Adaptação Climática, uma mobilização coletiva que reuniu o apoio de 80 organizações socioambientais e representantes de centros de pesquisa, alcançando 12.068 pessoas no Amazonas.
Agora, essa experiência avança para uma nova etapa com a Aliança Adaptação El Niño 2026-27, conectando organizações da sociedade civil, instituições de pesquisa, empresas, poder público e comunidades em torno de uma atuação coordenada.
O foco é a antecipação dos riscos, o monitoramento das condições ambientais e climáticas, a identificação dos territórios mais vulneráveis e a mobilização de recursos e parceiros para ações de prevenção, adaptação e resposta. Quanto antes a Amazônia se preparar, maior será sua capacidade de proteger pessoas, comunidades e territórios.
beneficiadas com acesso à água potável
mobilizadas pelo Festival da Cunhã, realizado pela ex-cunhã do Boi Garantido Isabelle Nogueira, para comunidades tradicionais
contratados para fortalecer a prevenção e o combate aos incêndios florestais pelo Programa Floresta em Pé
Preparação começa antes da emergência
Água para atravessar os períodos mais críticos
Durante as secas, o nível dos rios diminui e o acesso à água pode se tornar ainda mais difícil e inseguro. Por isso, ampliar a segurança hídrica é uma das principais frentes de preparação.
A FAS implementa sistemas comunitários que combinam captação, tratamento, armazenamento e distribuição de água. Os novos sistemas utilizam 100% energia solar, garantindo maior autonomia e acesso à água potável inclusive em regiões remotas.
Segurança alimentar
Em parceria com o Festival da Cunhã, foram mobilizadas 43 toneladas de alimentos para apoiar comunidades tradicionais da Amazônia.
A ação fortalece uma rede de segurança alimentar especialmente importante diante de eventos extremos, quando o isolamento e as dificuldades de transporte podem comprometer o abastecimento das comunidades.
Prevenção e combate aos incêndios
Em 2026, serão 153 brigadistas contratados, ampliando a capacidade de prevenção, combate aos incêndios florestais e atuação mais rápida nos territórios.
A ação integra o Programa Floresta em Pé e fortalece a resposta comunitária diante do risco de seca extrema e aumento do fogo, com foco na proteção das pessoas, da floresta e dos modos de vida locais.
DEMANDAS DAS COMUNIDADES
Informe uma necessidade da sua comunidade
Informe as necessidades da sua comunidade diante dos impactos do El Niño. Os registros ajudarão a orientar a mobilização de apoios, conforme critérios técnicos e disponibilidade de recursos.
Conteúdos e referências
Acesse artigos, publicações, estudos e fontes de informação relacionados à adaptação climática e aos desafios enfrentados na Amazônia.
A adaptação climática começa antes do desastre | Virgilio Viana (Um Só Planeta)
↗ ArtigoDa Amazônia para o mundo: um modelo de adaptação climática guiado pelas comunidades | Virgilio Viana (Um Só Planeta)
↗ ArtigoEntre a fartura e a escassez, o dinheiro não compra o que a floresta deixou de produzir | Valcleia Lima (O Eco)
↗ PublicaçãoAdaptação e Mitigação Climática: um foco nos guardiões das florestas da Amazônia
↗ Estudo EYRisco de Extremos Climáticos no Brasil: causas, desafios e recomendações sobre resiliência e desenvolvimento sustentável
↗ Estudo DeloitteIntegração financeira de impactos de sustentabilidade e clima
↗Acompanhe notícias e informações sobre o clima
Nossos parceiros
Organizações e instituições que somam esforços para fortalecer a preparação e a adaptação das comunidades amazônicas diante dos extremos climáticos.
Os impactos já começaram. A resposta precisa crescer.
Cada contribuição ajuda a viabilizar ações emergenciais e estruturantes. As comunidades precisam estar preparadas para enfrentar os próximos extremos climáticos.


