Educação e negócios da floresta levam experiências comunitárias à conferência na Amazônia

Por Fundação Amazônia Sustentável

06.10.2026

As experiências de educação nas comunidades e de mulheres que empreendem com produtos e serviços da floresta integraram os debates da 7ª Conferência Internacional sobre Processos Inovativos na Amazônia. A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) participou de dois painéis no evento, realizado nos dias 30 de setembro e 1º de outubro de 2026, em Manaus, conectando a discussão sobre inovação à formação, à geração de renda e aos conhecimentos das populações amazônicas. Ambos os painéis tiveram mediação de Wildney Mourão, gerente do Programa de Empreendedorismo da FAS.

No primeiro dia, a instituição compartilhou iniciativas dos Núcleos de Inovação e Educação para o Desenvolvimento Sustentável (NIEDS). No segundo, as empreendedoras Sueula Andrade, Izolena Garrido e Nilde Silva apresentaram experiências de biocosméticos, biojoias e turismo sustentável. Seus negócios são apoiados por projetos da FAS que contribuem para fortalecer os empreendimentos e ampliar as oportunidades de renda nas comunidades.

A Conferência AMOCI reuniu pesquisadores, gestores públicos e representantes de instituições nacionais e internacionais para discutir ciência, inovação e desenvolvimento sustentável. A programação abordou bioeconomia, propriedade intelectual e transferência de tecnologia, buscando fortalecer a articulação entre ciência, setor produtivo e políticas públicas.

Educação e inovação nos territórios

O painel “Floresta viva, comunidades prósperas: inovação territorial, saberes tradicionais e negócios sustentáveis na Amazônia” trouxe experiências dos NIEDS e dos espaços formativos da FAS para a discussão sobre desenvolvimento comunitário.

Os núcleos são espaços integrados à floresta que conectam educação, inovação e desenvolvimento comunitário. Suas iniciativas ampliam o acesso à informação, à conectividade, à saúde e às oportunidades de geração de renda, com soluções voltadas às necessidades das populações locais.

Fabiana Cunha destacou a oportunidade de compartilhar experiências e discutir processos de inovação a partir da educação e da atuação dos núcleos.

“Foi uma oportunidade de compartilhar as experiências da FAS e discutir os processos de inovação a partir do olhar da educação e dos núcleos”, destacou Fabiana Cunha.

Rafael Sales, coordenador de projetos da FAS, apresentou iniciativas desenvolvidas nas comunidades atendidas pelos espaços formativos da instituição.

“Mais do que falar sobre estruturas e espaços físicos, foi uma oportunidade de mostrar como esses espaços ganham sentido e vida a partir das pessoas, das comunidades e das atividades desenvolvidas no território”, compartilhou.

A participação colocou em pauta o papel da educação na ampliação de oportunidades nos territórios, considerando os conhecimentos locais e sua relação com a conservação e as atividades produtivas.

Mulheres à frente dos negócios da floresta

No segundo dia, o painel “Pitchs: Negócios da Floresta” reuniu as apresentações de Sueula Andrade, Izolena Garrido e Nilde Silva, empreendedoras de comunidades das áreas de atuação da FAS, cujos negócios são apoiados por projetos da instituição. Elas compartilharam suas trajetórias e mostraram como a floresta e os conhecimentos comunitários fazem parte dos produtos e serviços que oferecem.

Nilde apresentou seu empreendimento de turismo sustentável e destacou a importância da floresta para o trabalho desenvolvido em sua comunidade. Também ressaltou a contribuição da FAS para sua formação e para o fortalecimento do negócio, além da oportunidade de ampliar a visibilidade dos atrativos e das iniciativas locais.

Da comunidade Tumbira, Izolena compartilhou seu trabalho com biojoias amazônicas e o uso da fibra de curauá. Para a empreendedora, participar da conferência foi uma oportunidade de apresentar os conhecimentos e a produção de quem vive nos territórios. “Essa conferência nos oportunizou a trazer um pouco do que nós somos dentro da floresta”, afirmou.

Izolena também destacou a importância desses espaços para o reconhecimento das populações tradicionais ribeirinhas, quilombolas e indígenas e do potencial dos produtos da floresta para gerar renda com dignidade e respeito.

Sueula apresentou o Cheiro da Floresta, iniciativa de biocosméticos em que produz perfumes e outros itens descritos por ela como 100% naturais. Ao compartilhar a experiência, destacou a relação do empreendimento com o turismo de base comunitária.

Para Sueula, o encontro abriu espaço para apresentar seus produtos e a floresta que inspira seu trabalho. “Eu estou muito grata de ter vindo participar da conferência, de ter mostrado meu trabalho, de vir mostrar um pouco do que é a nossa floresta”, disse.

Sobre a FAS

A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que atua pelo desenvolvimento sustentável da Amazônia. Sua missão é contribuir para a conservação do bioma, para a melhoria da qualidade de vida das populações amazônicas e para a valorização da floresta em pé e de sua biodiversidade.

Notícia da Fundação Amazônia Sustentável