Incentivo à prática esportiva, fortalecimento de relações sociais e empoderamento da juventude ribeirinha que vive em Unidades de Conservação (UC) do Amazonas foram resultados da 6ª Olimpíadas da Floresta, competição que reuniu neste final de semana, no município de Tefé, a 523 quilômetros de Manaus, mais de 400 jovens atletas de três municípios e seis delegações em diversas modalidades esportivas. Os vencedores foram os ribeirinhos da Reserva Extrativista (Resex) Catuá-Ipixuna, que ficaram em 1º lugar com 21 medalhas. Em 2º e 3º ficaram os atletas de Uarini, com 19 medalhas, e Maraã, também com 19, mas com menos medalhas de prata.
Coordenada pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS), por meio do Programa de Desenvolvimento Integral da Criança e do Adolescente Ribeirinho da Amazônia (Dicara), as Olimpíadas da Floresta foram realizadas pela primeira vez em meio urbano, dentro da cidade de Tefé, reunindo num só lugar 253 rapazes e 176 moças com idades de 12 a 17 anos oriundos de seis delegações/localidades tanto de área urbana quanto de zona rural. As delegações foram Resex Catuá-Ipixuna; Maraã; RDS Anamã; Caimbé Jutica; Uarini e RDS Mamirauá. O evento contou com apoio de 11 instituições, incluindo o Exército Brasileiro e da Prefeitura Municipal de Tefé.
“A atividade do esporte aliada à educação para cidadania transforma vidas. Temos depoimentos lindos de jovens que conseguiram se expressar melhor, construir sonhos e, agora, começam a planejar em como transformar esses sonhos em realidade”, ressaltou o superintendente-geral a FAS, Virgílio Viana. “É uma atividade que a FAS procura fazer: cuidar das crianças que serão o futuro da Amazônia, e é a Amazônia que dará ao mundo uma esperança para resistir à, talvez, maior ameaça à vida, que são as mudanças climáticas. É por isso que as Olimpíadas da Floresta têm esse simbolismo que vai além do esporte em si, tem uma perspectiva planetária”.
Além de impulsionar o esporte na vida dos jovens ribeirinhos, as Olimpíadas da Floresta proporcionaram também um momento único de interação na vida dos atletas. “Foi muito envolvente, no sentido de trazer jovens de várias comunidades, mais de 30 comunidades, num só lugar, e o mais interessante é que a maioria deles nunca tinha se encontrado, nunca havia se conhecido”, explicou o coordenador do Dicara, Ademar Cruz. “Às vezes, por mais que fossem da mesma delegação, eles nunca tinham viajado juntos e, além disso, puderam conhecer mais sobre as práticas olímpicas. Então foi uma oportunidade para essa nova abertura de relações sociais, de amizades entre eles”.
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Jovens atletas ribeirinhos da Resex Catuá-Ipixuna vencem a 6ª Olimpíadas da Floresta
Os participantes ficaram em 1º lugar no quadro geral com 21 medalhas. Ao todo, mais de 400 atletas de três municípios e seis delegações competiram em diversas modalidades durante dois dias de evento