Diagnóstico e mobilização
Mapeamento detalhado dos gargalos produtivos e articulação de atores locais para garantir que as soluções respeitem a realidade de cada território.
Conectando a floresta viva à mesa das escolas.
O acesso à alimentação saudável e culturalmente adequada é um direito fundamental, mas ainda representa um desafio complexo na Amazônia Legal. Em territórios remotos, a logística ribeirinha e as barreiras burocráticas limitam a chegada de alimentos frescos e a integração plena de comunidades tradicionais às políticas públicas.
O Projeto Pirão no Prato, realizado pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS) com o apoio do Fundo Amazônia, tem o objetivo de fortalecer, de forma integrada, a produção sustentável da agricultura familiar e a sua conexão direta com a alimentação escolar das redes públicas de ensino de dez municípios do Amazonas. O projeto será executado até novembro de 2029.
Realização: Fundação Amazônia Sustentável (FAS)
Apoio: Fundo Amazônia
Página do projeto no Fundo Amazônia
Ao aproximar quem produz de quem compra, o projeto encurta caminhos, valoriza alimentos regionais e faz o recurso público circular dentro do próprio território.
Mapeamento detalhado dos gargalos produtivos e articulação de atores locais para garantir que as soluções respeitem a realidade de cada território.
Apoio técnico e investimentos em infraestrutura e logística para associações e cooperativas, ampliando a capacidade de oferta de produtos da sociobiodiversidade.
Capacitação de gestores, nutricionistas e manipuladores de alimentos para a elaboração de cardápios regionalizados, além da adequação de cozinhas e unidades de armazenamento nas redes municipais.
Governança rigorosa e transparência na aplicação dos recursos, assegurando que os benefícios cheguem diretamente às famílias produtoras e aos alunos.
Com execução prevista em 48 meses, o Pirão no Prato visa beneficiar diretamente mais de 10 mil famílias produtoras e cerca de 68 mil alunos. Mais do que fornecer alimentos, a iniciativa promove a segurança alimentar, gera renda com floresta em pé e fortalece o protagonismo dos atores locais na economia da sociobiodiversidade, consolidando um modelo de "floresta viva" onde a conservação caminha lado a lado com a justiça social.
Consulte o contrato do projeto, a relação de dirigentes da FAS e o estatuto vigente da instituição.
Fotos: Dirce Quintino e Leo Lopes.