O Banzeiro partiu de volta a Manaus no dia 21 de novembro. Mas não foi embora. Ele deixou planos, acordos, compromissos, formações e uma certeza que unificava todos: o legado não estava no barco — estava nas pessoas. Ao longo do percurso, as comunidades consolidaram os Planos de Ação Climática, elaborados por 628 comunidades de cinco estados da Amazônia.
São documentos construídos na base, com prioridades claras:
– água e saneamento,
– bioeconomia e produção resiliente,
– infraestrutura adequada,
– proteção territorial,
– educação e cultura climática.
São planos que pedem não só reconhecimento, mas investimento. O cálculo apresentado na COP30 estima que a implementação completa custa R$ 21,7 bilhões — valor que, dividido por toda a Amazônia, revela algo simples: o custo de não agir é muito maior. Virgílio Viana reforçou: “O legado do Banzeiro é uma coalizão para fazer esses planos acontecerem na prática. É isso que mantém a esperança viva”. Valcléia Lima lembrou que a Amazônia não é cenário, mas protagonista. E que a COP30 não pode ser lembrada apenas como evento, mas como virada concreta de implementação.