PROJETO

Prospera na Floresta

Um projeto que fortalece atividades produtivas sustentáveis, turismo comunitário e empreendedorismo da sociobioeconomia em áreas protegidas do Amazonas.

Prospera na Floresta

O Prospera na Floresta é um projeto realizado pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS), com financiamento do Fundo Amazônia, com o objetivo de contribuir para a consolidação de áreas protegidas no Estado do Amazonas, por meio do fomento a atividades produtivas sustentáveis, ao turismo de base comunitária e ao empreendedorismo no âmbito da sociobioeconomia da floresta, desenvolvidos por comunidades tradicionais, povos indígenas e quilombolas que habitam esses territórios.

O projeto aposta no fortalecimento da organização comunitária, na qualificação técnica e na melhoria de condições para produção, beneficiamento e acesso a mercados, valorizando saberes locais e promovendo soluções construídas a partir das realidades de cada território. Também prevê ações de integração e aprendizagem entre comunidades, além de mecanismos de monitoramento e transparência para acompanhar a execução e os resultados ao longo do tempo.

Famílias
0 Mil
de conservação ribeirinhas
0 Unidades
de conservação quilombola
0 Unidade
Indígenas
0 Terras

Acompanhe também a página do projeto no site do Fundo Amazônia:

Componentes

Cadeias produtivas

Fortalecimento de cadeias da sociobioeconomia com apoio à produção, beneficiamento e comercialização. O foco é ampliar qualidade, valor agregado e acesso a mercados, respeitando o manejo sustentável e os saberes locais.

Fabiola Alves, da RDS Amanã, levou da oficina uma missão:

“A gente precisa alertar nossos pais e avós, que às vezes não têm tanta familiaridade com leitura. Se eles acreditam em algo falso, repassam. E isso vira verdade para muita gente”.

Quando a cultura respira, a floresta respira

Se as informações fortalecem a mente e as cartas fortalecem a política, era a arte que fortalecia o coração. E no Banzeiro, arte não era entretenimento: era afirmação de identidade, resistência e cuidado coletivo. As noites culturais transformaram o convés em palco de encontros potentes:
— Djuena Tikuna, com a força ancestral de sua voz.
— Éder do Acordeon, levando sons do interior do Amazonas.
— O encontro em Parintins, onde Caprichoso e Garantido receberam o barco com a energia de quem sabe que a cultura amazônica é também ferramenta de proteção.

E houve ainda a performance de Lucélia Santos, com “Chico Mendes Vive”. A apresentação emocionou, provocou e lembrou que Chico não morreu: ele virou método. Virou mobilização. Virou memória coletiva. “Foi diferente realizar em um navio. Mas foi emocionante”, disse a atriz. Na COP30, a Virada Sustentável levou exposições que uniam impacto visual e denúncia ambiental: “A Onda”, feita de plástico reciclado; “Eggcident”, com ovos gigantes “fritando” no calor; e a retrospectiva de 50 anos de Araquém Alcântara.

O movimento que não acaba na margem

O Banzeiro partiu de volta a Manaus no dia 21 de novembro. Mas não foi embora. Ele deixou planos, acordos, compromissos, formações e uma certeza que unificava todos: o legado não estava no barco — estava nas pessoas. Ao longo do percurso, as comunidades consolidaram os Planos de Ação Climática, elaborados por 628 comunidades de cinco estados da Amazônia.

São documentos construídos na base, com prioridades claras:
– água e saneamento,
– bioeconomia e produção resiliente,
– infraestrutura adequada,
– proteção territorial,
– educação e cultura climática.

São planos que pedem não só reconhecimento, mas investimento. O cálculo apresentado na COP30 estima que a implementação completa custa R$ 21,7 bilhões — valor que, dividido por toda a Amazônia, revela algo simples: o custo de não agir é muito maior. Virgílio Viana reforçou: “O legado do Banzeiro é uma coalizão para fazer esses planos acontecerem na prática. É isso que mantém a esperança viva”. Valcléia Lima lembrou que a Amazônia não é cenário, mas protagonista. E que a COP30 não pode ser lembrada apenas como evento, mas como virada concreta de implementação.

A viagem terminou, mas a esperança segue navegando

No balanço do rio, o Banzeiro deixou uma lição simples e profunda: a Amazônia já produz soluções — o mundo precisa aprender a escutá-las. A esperança não veio da promessa de decisões perfeitas, mas do encontro entre povos, da força das mulheres, da coragem das juventudes, da firmeza dos territórios, da sabedoria dos anciões e da sensibilidade da cultura.

O Banzeiro da Esperança navegou.
A Carta da Amazônia se ergueu. Os planos de ação climática se consolidaram.
As comunidades se articularam. A arte criou caminhos.
A comunicação abriu clareiras.
E a Amazônia falou alto — não para pedir, mas para anunciar.

O futuro do clima global passa pela floresta.
E a floresta passa pelos povos que a defendem.

O Banzeiro cumpriu sua travessia.
Mas a esperança, essa, segue navegando.

Contamos com a sua ajuda

Apoie os planos de ação climática das comunidades da Amazônia. Para mais informações, entre em contato no fas@fas-amazonia.org

Edição de Eunice Venturi, com apoio de produção de conteúdo de Roberta Anjos, Emanuelle Araújo e Kamila Cavalcante, fotos: Lucas Bonny e Fernanda Cabral. Roteirização via ChatGPT.