Seminário Prospera Sociobio marca nova etapa de investimento de R$ 70,2 milhões para fortalecer a sociobioeconomia na Amazônia

Evento reúne, em Brasília, as seis Redes selecionadas pelo edital para avançar na criação dos Núcleos de Desenvolvimento da Sociobioeconomia em quatro estados amazônicos O Seminário Prospera Sociobio, iniciado na última…

Por Fundação Amazônia Sustentável

01.07.2026

Evento reúne, em Brasília, as seis Redes selecionadas pelo edital para avançar na criação dos Núcleos de Desenvolvimento da Sociobioeconomia em quatro estados amazônicos

O Seminário Prospera Sociobio, iniciado na última terça-feira (30), em Brasília, marcou o avanço do Edital Prospera Sociobio para a etapa de implementação dos Núcleos de Desenvolvimento da Sociobioeconomia na Amazônia. A iniciativa do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em parceria com a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) e com financiamento do Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW), reúne as seis redes regionais selecionadas para atuar em seis Territórios da Sociobioeconomia (TSBio), nos estados do Pará, Amapá, Amazonas e Acre, com investimento previsto de até R$ 70,2 milhões.

A programação do primeiro dia reuniu representantes do Governo Federal, organizações parceiras e integrantes das Redes selecionadas em um momento de integração e alinhamento. Ao longo do seminário, foram apresentados programas, políticas públicas e serviços disponibilizados por diferentes órgãos federais e parceiros, que poderão apoiar a atuação dos Núcleos durante a implementação dos projetos.

Entre os destaques da programação estiveram a contextualização da Estratégia Nacional de Bioeconomia (ENBio), do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio) e do Prospera Sociobio, além da apresentação de instrumentos de apoio voltados ao acesso a crédito, assistência técnica, fortalecimento de mercados e integração com políticas públicas federais.

Ao final da programação, foi realizada a assinatura simbólica dos contratos com as Redes selecionadas, oficializando o início desta nova etapa do Prospera Sociobio e reforçando o compromisso conjunto entre poder público, sociedade civil e organizações territoriais para impulsionar uma economia baseada na floresta em pé.

Segundo Virgilio Viana, superintendente-geral da FAS, a articulação entre o Governo Alemão, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e a FAS representa um marco importante para a sociobioeconomia na Amazônia.

“Viabilizar o edital dos Núcleos de Desenvolvimento da Sociobioeconomia na Amazônia é um passo importante para o fomento à bioeconomia e à sociobioeconomia na região. A partir desses seis polos de fortalecimento, teremos uma nova perspectiva para a valorização da floresta em pé e para a construção da prosperidade dos guardiões da floresta”, afirma.

Para Carina Pimenta, Secretária Nacional de Bioeconomia do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Prospera Sociobio representa a construção de um caminho concreto para que a política pública chegue aos territórios amazônicos com apoio direto e articulado.

“Todos vocês sabem a importância de quando o governo chega com recursos e apoio direto nos territórios. Esse espaço que criamos não é apenas um projeto, é um ecossistema, uma rede de apoio, em que os territórios se fortalecem entre si e o programa se conecta às políticas públicas. Hoje, a sociobioeconomia tem uma casa no MMA, junto aos ministérios parceiros, e esse é um espaço que deve seguir aberto e trabalhando com vocês”, declara.

Projeto, Núcleos e Redes selecionadas

O Prospera Sociobio tem como objetivo fortalecer negócios comunitários, cooperativas, associações e iniciativas produtivas da sociobiodiversidade. O Programa apoia a criação dos Núcleos de Desenvolvimento da Sociobioeconomia, arranjos territoriais formados por redes multi-institucionais, com governança própria e atuação local.

Na prática, os Núcleos funcionarão como pontos de articulação entre organizações comunitárias, parceiros técnicos e instituições públicas e privadas, oferecendo apoio em áreas como assistência técnica, formação, inovação produtiva, acesso ao crédito, qualificação da gestão, comunicação, empreendedorismo, governança e acesso a mercados.

Foram selecionadas seis Redes regionais para implementar os Núcleos nos Territórios da Sociobioeconomia de Altamira, Juruá-Tefé, Macapá, Portel, Rio Branco-Brasileia e Salgado-Bragantino. As Redes são lideradas, respectivamente, pela AMORERI – Associação dos Moradores da Reserva Extrativista do Iriri; Associação de Pesquisa Aplicada, Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Rio Juruá – Instituto Juruá; Associação Instituto Mapinguari; Instituto Internacional de Educação do Brasil; Associação SOS Amazônia; e Instituto Peabiru.

Para Thamyres Oliveira, representante do Instituto Mapinguari, organização-líder da Rede TSBio Macapá, o seminário tem sido um espaço importante de troca e fortalecimento entre as organizações selecionadas.

“Está sendo uma troca incrível, porque estamos tendo um olhar mais técnico sobre uma proposta que foi construída coletivamente e à distância. Hoje, estamos nos conhecendo presencialmente, compartilhando experiências e identificando desafios em comum. Tenho certeza de que daqui vão surgir muitas trocas e que sairemos com mais aliados do que tínhamos antes”, comenta.

Para Robson Gonçalves Machado, presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Portel e representante da Rede TSBio Portel, a oficina tem sido um espaço importante para compreender a execução do projeto e sua contribuição para as comunidades amazônicas.

“O sindicato faz parte da rede do Prospera Sociobio, uma iniciativa fundamental para o desenvolvimento e o apoio às comunidades da Amazônia. Estamos aqui na oficina entendendo melhor como o projeto será desenvolvido e conseguimos enxergar o quanto ele é importante para as comunidades tradicionais, para que elas possam viver da floresta de forma sustentável”, afirma.

Sobre o Projeto Sociobioeconomia da Amazônia

O projeto integra a cooperação entre os governos do Brasil e da Alemanha para implementação da Estratégia Nacional de Bioeconomia (ENBio), que orienta o estímulo a atividades econômicas sustentáveis, valorizando a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos da floresta. A coordenação política é do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), por meio da Secretaria Nacional de Bioeconomia (SBC). A implementação é realizada pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS), com financiamento do Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW).

Sobre a FAS

A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que atua pelo desenvolvimento sustentável da Amazônia. Sua missão é contribuir para a conservação do bioma, para a melhoria da qualidade de vida das populações amazônicas e para a valorização da floresta em pé e de sua biodiversidade.

 

Notícia da Fundação Amazônia Sustentável