A arte de representar formas e cores a olho nu, é talvez uma das mais antigas expressões do ser humano. Imagens rupestres do cotidiano e da cultura dos povos são expressas em pedras e diversos suportes ao redor de todo o planeta. Dentro da Amazônia, esta arte originalmente indígena, através de suas plumárias, teçumes e adornos em sementes, por exemplo, atravessou gerações e segue viva dentro do cotidiano de quem vive nas florestas e beiradões amazônicos. Mais que a peça ou obra final em si, este conjunto de artes permite a fruição da criação pessoal, processo que carrega consigo um conjunto de saberes ligados à vida em comunidade, ao território e à identidade. Um paneiro, por exemplo, é feito de diversos cipós e fibras. Não basta saber trançar os elementos orgânicos, é preciso saber onde, quando e como coletá-los, para então se criar a peça.