Iniciativa reúne Clube Mahi Mahi, Universidade Nilton Lins e Fundação Amazônia Sustentável e em percurso de 120 quilômetros pelo Rio Negro
Pela primeira vez, remadores de canoa havaiana percorrerão o Rio Negro rumo ao Arquipélago de Anavilhanas, com destino à comunidade de Santa Helena do Inglês, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Negro. Marcada para os dias 5 e 6 de setembro, a Expedição Va’a Anavilhanas é uma realização conjunta da Universidade Nilton Lins, da Fundação Amazônia Sustentável (FAS) e do Clube Mahi Mahi, e a Rede Amazônica como mídia parceira.
A iniciativa propõe uma experiência que conecta esporte, educação, valorização das comunidades ribeirinhas e geração de renda por meio do turismo de base comunitária. Para a reitora da Universidade Nilton Lins, Giselle Lins, a iniciativa amadurece uma ideia que já vinha sendo desenvolvida pela instituição. “É uma experiência inédita. A universidade é um palco perfeito para isso, porque atua na formação, na inovação e traz uma cultura de muitos antepassados, que é o remo, para uma região como a nossa”, afirma.
Serão 120 quilômetros percorridos em dois dias. Segundo Giselle, a iniciativa também se conecta a projetos anteriores desenvolvidos na região, como o curso de turismo oferecido a moradores da comunidade. “Você fecha todo o ciclo porque mostra a importância do turismo, do esporte, da formação acadêmica e das ações sociais nas comunidades ribeirinhas”, resume.
UMA JORNADA COMPARTILHADA
O superintendente-geral da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), Virgilio Viana, destaca o caráter simbólico do projeto, construído a partir da união de instituições comprometidas com o desenvolvimento sustentável da Amazônia. A expedição reunirá cerca de 40 remadores e busca contribuir para o fortalecimento do turismo de base comunitária na região, ampliando a visibilidade de iniciativas locais de receptivo e geração de renda.
“É a pátria das águas e a meca da canoagem”, afirma Viana. Ele ressalta ainda o simbolismo do remo coletivo. “Seis remadores remam juntos, fortalecendo as comunidades. É uma jornada cheia de simbolismo, não é só uma remada”, explica. A proposta é conectar a atividade esportiva à valorização das comunidades e à geração de oportunidades a partir do turismo sustentável. “Uma jornada de esperança a ser compartilhada, com solidariedade às comunidades ribeirinhas”, complementa.
O coordenador técnico esportivo da expedição, Benedito Monteiro, detalha os aspectos operacionais do desafio. O Clube Mahi Mahi atua com canoagem havaiana em Manaus há quatro anos, com a prática coletiva da modalidade. “A expedição será no sistema de revezamento. A gente vai trocar os remadores a cada 20 km, ao longo de cerca de nove horas de remada”, explica. Participarão remadores com experiência na modalidade, além de quatro integrantes da equipe técnica. “É um desafio inédito em Manaus”, afirma Monteiro.
IMERSÃO NA AMAZÔNIA
De acordo com a programação oficial, a saída de Manaus está prevista para as 5h do dia 5 de setembro, com chegada à comunidade de Santa Helena do Inglês, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Negro, sob gestão da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas, no mesmo dia. No percurso, o grupo fará uma parada na Praia do Iluminado para o almoço. O retorno a Manaus está previsto para as 5h do dia seguinte.
Os participantes podem optar entre dois pacotes: “Rede & Rio”, com acomodação em rede a bordo do barco de apoio, ou “Terra Firme”, que inclui pernoite em alojamento no local de parada. A participação na remada é restrita a atletas com treinamento específico, considerando a complexidade e a extensão do percurso, mas a expedição também permite a participação de acompanhantes. Para mais informações, acesse o Instagram @mahimahimao.
De caráter não comercial e sem fins lucrativos, a iniciativa destina os valores pagos pelos participantes exclusivamente à cobertura dos custos operacionais, como deslocamento, alimentação, logística e estrutura. Ao longo de dois dias, a Expedição Va’a Anavilhanas propõe uma imersão na Amazônia a partir do esporte e do contato com o território, conectando rio, natureza, educação e turismo de base comunitária e fortalecendo os vínculos entre instituições e comunidades amazônicas.
Foto: Orlando Júnior
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