No âmbito da II Conferência dos Povos Indígenas do Amazonas, se encerra hoje, na capital manauense, o coordenador geral da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), Jecinaldo Sateré Maué, disse que a FAS tem todas as condições de repassar sua experiência de preservação da floresta, via seqüestro de carbono, para as nações indígenas. “Nós precisamos de apoio institucional desta natureza. O programa Bolsa Floresta, imagino que com outro nome, mas com o mesmo conceito, também podem ser utilizado nas reservas”, comentou.
O presidente da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), Márcio Meira, disse que tem interesse de manter um relacionamento estreito com a FAS nesta direção e tomou a iniciativa de conversar com o diretor geral da FAS, Virgilio Viana, para dar os encaminhamentos formais de um estudo de parceria. ”Este é o caminho da sustentabilidade e vamos criar um grupo de trabalho, em nível de procuradoria, para encontrar uma alternativa viável em que a FAS e a FUNAI possam estar juntas”, afirmou Meira.
Virgilio Viana disse que a FAS está aberta para um entendimento desta natureza, porque, em sua avaliação, a sustentabilidade da floresta e o futuro dos povos das unidades de conservação, bem como das reservas indígenas, passa, indubitavelmente, por uma ação integrada entre a FAS e o Governo Federal, aqui representado pela FUNAI. “Queremos trabalhar juntos”.

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