Clima também é direito
A crise climática não afeta todas as pessoas da mesma forma.
Embora seja um desafio global, seus impactos chegam com mais força a populações que historicamente contribuíram menos para o aquecimento do planeta e que possuem menos recursos para enfrentar secas, enchentes, fumaça, insegurança alimentar e perda de renda.
Equidade e responsabilidade
Por que a crise do clima também é uma questão de justiça?
É por isso que falar em justiça climática é falar sobre equilíbrio, responsabilidade e reparação.
O conceito reconhece que as respostas às mudanças climáticas precisam considerar não apenas a redução de emissões de gases de efeito estufa, mas também os direitos humanos, a equidade, a participação social e a proteção dos grupos mais afetados pela crise do clima.
Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), justiça climática significa colocar equidade e direitos humanos no centro das decisões e ações climáticas.
Eventos extremos
Secas e enchentes mais intensas podem comprometer deslocamento, alimentação, renda e acesso a serviços.
Territórios
Povos e comunidades dependem diretamente da integridade dos ecossistemas para manter seus modos de vida.
Desigualdades
Menor acesso a renda, infraestrutura e serviços reduz a capacidade de adaptação e recuperação diante da crise.
Entenda o conceito
O que é Justiça Climática?
Justiça climática é a ideia de que o enfrentamento da crise do clima precisa considerar quem mais sofre seus impactos, quem mais contribuiu para o problema e quem deve participar das soluções.
Isso significa reconhecer que a crise climática também aprofunda desigualdades sociais, econômicas, territoriais e raciais. Pessoas que vivem em territórios mais vulneráveis, com menos acesso a infraestrutura, saúde, energia, água, educação e renda, tendem a ter menos condições de se proteger, se adaptar e se recuperar diante de eventos extremos.
O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) aponta que pessoas e sistemas mais vulneráveis são afetados de forma desproporcional pelos impactos do clima e que respostas mal planejadas podem aumentar desigualdades já existentes.
Por isso, justiça climática não é apenas uma pauta ambiental. É também uma pauta social, econômica e política.
Uma resposta justa
Quatro dimensões ajudam a compreender a justiça climática
Equidade
Reconhecer que pessoas e territórios possuem diferentes condições para enfrentar a crise.
Participação
As populações afetadas precisam fazer parte das decisões e da construção das soluções.
Território
Proteger territórios significa proteger modos de vida, culturas e relações com a natureza.
Futuro
A adaptação climática precisa fortalecer pessoas e ecossistemas no longo prazo.
Justiça Climática é reconhecer que quem cuida da floresta também precisa ter seus direitos, seus territórios e seus modos de vida protegidos.
Foto: Natanael Maricaua
Na linha de frente
Na Amazônia, justiça climática ganha uma dimensão ainda mais urgente
Povos indígenas, ribeirinhos, extrativistas, quilombolas e comunidades tradicionais estão entre os principais guardiões da floresta.
São populações que mantêm conhecimentos, práticas produtivas, culturas e modos de vida fundamentais para conservar a Amazônia em pé.
Ao mesmo tempo, estão na linha de frente dos efeitos das mudanças climáticas, enfrentando eventos cada vez mais intensos e frequentes.
Pessoas no centro
Justiça Climática também é cuidar das pessoas que cuidam da floresta
A missão da FAS é cuidar das pessoas que cuidam da floresta.
Essa missão está diretamente ligada à justiça climática porque reconhece que conservar a Amazônia exige proteger também os direitos, a dignidade e as oportunidades das populações que vivem nos territórios amazônicos.
Ao apoiar comunidades, fortalecer cadeias produtivas sustentáveis, ampliar o acesso a direitos básicos e promover adaptação às mudanças climáticas, a FAS contribui para uma Amazônia mais justa, viva e preparada para o futuro.
Justiça na prática
Conservação também passa por direitos, renda e adaptação
Direitos básicos
Ampliar oportunidades e acesso a serviços fortalece a capacidade de comunidades enfrentarem eventos extremos.
Renda sustentável
Cadeias produtivas sustentáveis ajudam a conciliar qualidade de vida e manutenção da floresta em pé.
Adaptação climática
Preparar territórios para os impactos do clima reduz vulnerabilidades e fortalece a resiliência local.
Participação social
Não há solução climática justa sem a presença das pessoas que vivem e conhecem os territórios.
A justiça climática nos lembra que não há solução para a crise do clima sem inclusão, participação e reconhecimento dos povos da floresta. Manter a Amazônia em pé é uma responsabilidade coletiva e também um compromisso com quem vive, protege e transforma esse território todos os dias.
Faça parte
Doe e contribua com a missão da FAS em conservar a floresta amazônica
A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) atua pela conservação da Amazônia e pelo desenvolvimento sustentável de comunidades amazônicas, promovendo soluções que fortalecem a floresta em pé e melhoram a qualidade de vida das populações locais.
Ao doar para a FAS, você contribui para iniciativas que unem justiça climática, conservação ambiental, geração de renda, acesso a direitos básicos e valorização dos povos da floresta.
Junte-se a essa missão e contribua para cuidar das pessoas que cuidam da floresta.
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