FAS e FATARCO lançam Projeto Arqueria Indígena na Rio 2016 : FAS Amazônia
07/03/2013
Outros

FAS e FATARCO lançam Projeto Arqueria Indígena na Rio 2016


Foi lançado nesta quarta-feira (6), na sede da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), o Projeto Arquearia Indígena na Rio 2016. A iniciativa é inédita, e visa contribuir para o fortalecimento da equipe de arquearia olímpica brasileira, além de valorizar a cultura indígena do país.

Na ocasião, foi inaugurada a Escola de Arquearia Floresta Flecha. Estiverem presentes na solenidade o Superintendente Geral da FAS, Professor Virgílio Viana, a Secretária de Estado de Esporte, Juventude e Lazer, Alessandra Campêlo, o Técnico da Seleção Amazonense de Tiro com Arco, Roberval dos Santos, o Coordenador da Confederação das Organizações e Povos Indígenas do Amazonas (COIPAM), Fidelis Baniwa.

Encabeçam a iniciativa a FAS e a Federação Amazonense de Tiro com Arco (FATARCO), em parceria com a Confederação das Organizações e Povos Indígenas do Amazonas (COIPAM), Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), a Secretaria de Estado da Juventude, Desporto e Lazer do Amazonas (SEJEL) e Secretaria de Estado para os Povos Indígenas (SEIND).

A expectativa do projeto é unir empresas privadas comprometidas com o esporte olímpico, governos e organizações da sociedade civil, com foco naquelas que patrocinam modalidades esportivas, atletas e a própria olimpíada Rio 2016. Essa união de esforços  agregará os profissionais do mais alto nível na área do esporte e as organizações desportivas, comenta a secretária de esportes do Amazonas, Alessandra Campêlo.

Seletiva no Rio Negro

A primeira Seletiva Indígena de Arco e Flecha da Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Negro, sob gerência geral de Márcia Lot e apoio do indígena Fidelis Baniwa, aconteceu no Ultimo sábado (02/03), na comunidade Três Unidos. A iniciativa reuniu 17 jovens, de ambos os sexos, na faixa etária de 14 a 20 anos, que trouxeram arcos e flechas produzidos totalmente na reserva.

Assim como aconteceu no Rio Cuieiras, a seleção será feita em oito regiões do Estado do Amazonas, que possuem aldeias e comunidades indígenas. Os melhores arqueiros receberão alojamento, alimentação, além de treinamento intensivo, na Vila Olímpica de Manaus, sob os cuidados da SEJEL, com o mesmo técnico da Seleção Amazonense de Tiro com Arco, Roberval dos Santos.

Comunitários praticaram tiro com arco em aula inaugural | Foto: Comunicação/FAS

Comunitários praticaram tiro com arco em aula inaugural | Foto: Comunicação/FAS

Modalidade olímpica

O Tiro com arco é modalidade esportiva que faz parte do quadro olímpico desde 1900. Em comparação com outras modalidades, o Brasil ainda não tem uma longa história na arquearia. Embora seja um país que cultive raízes indígenas, o esporte só foi difundido como competição na década de 50.

Mesmo assim, o país conta com medalhas internacionais importantes como a conquista do bronze, no Pan-Americano de 1972. Em 1983, o país subiu mais três vezes ao terceiro lugar do pódio. Nos jogos Olímpicos, a equipe de Arco e Flecha brasileira, estreou em 1980, mas não obteve nenhuma posição de destaque. Em Londres, em 2012, contou apenas com um representante.

Hoje no Brasil são 11 federações estaduais ligadas à Confederação Brasileira de Tiro com Arco (CBTARCO). No Ultimo Campeonato Brasileiro de Arco e Flecha, em Recife-PE, o Amazonas já subiu ao podium com Larissa Feitosa, Aníbal Forte, Francisco Chagas, Carlos Galindo e Roberval dos Santos.

“Nenhuma outra modalidade se relaciona de forma tão clara e óbvia com a história do Brasil, como arquearia. As populações indígenas habitavam todo o território nacional à época da chegada dos europeus quando foram dizimadas por guerras, escravidão e doenças. Temos uma dívida histórica a ser resgatada”, explica o Superintendente Geral da FAS, Professor Virgílio Viana.