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Mais de 70 jovens participam de ‘Encontro de Jovens Líderes da Floresta’ com foco no protagonismo da juventude da Amazônia

Mais de 70 jovens participam de ‘Encontro de Jovens Líderes da Floresta’ com foco no protagonismo da juventude da Amazônia
setembro 12, 2022 FAS

Mais de 70 jovens participam de ‘Encontro de Jovens Líderes da Floresta’ com foco no protagonismo da juventude da Amazônia

12/09/2022
Jovens reunidos em mais uma edição do Encontro de Jovens Líderes da Floresta, promovido pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS).

Mais de 70 jovens de sete estados da Amazônia Legal se reuniram de 29 de agosto a 2 de setembro, véspera da Semana da Amazônia em programação de atividades com o objetivo de fomentar o protagonismo juvenil em ações pelo bioma. 

A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) realizou mais um Encontro de Jovens Líderes da Floresta, com 70 jovens participantes em quatro dias com dinâmicas, oficinas, rodas de conversa e atividades colaborativas com o objetivo de fortalecer a agenda socioambiental da Amazônia nas Eleições 2022. 

Do estado do Amazonas, foram 60 participantes de diversas comunidades e territórios localizados em seis unidades de conservação (UCs), em cinco municípios do estado: Uarini, Fonte Boa, Itapiranga, Novo Aripuanã e Presidente Figueiredo. 

Para Giovanna Santos, representante da comunidade Nova Jerusalém, no município de Presidente Figueiredo, foram dias de transformação. “Daqui a 10, 20 anos estarei aplicando esse conhecimento na minha comunidade”, afirma. 

O encontro contou com uma programação extensa de dinâmicas, gincanas, passeios culturais, rodas de conversa e oficinas que estimulam a liderança e o protagonismo juvenil, além de colocar em debate pautas importantes, como educação, bullying e suicídio.   

Nesta edição, os jovens participaram de visitas guiadas no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e no Teatro Amazonas, onde conseguiram experienciar um pouco da nossa cultura e dos nossos conhecimentos preservados nesses locais. 

Para Bruna Silva, Supervisora do Subprograma em Infância e Cidadania do Programa de Educação para a Sustentabilidade da FAS, o encontro estimula o protagonismo e incentiva o desenvolvimento de lideranças juvenis. “Seja na escola, na família ou na comunidade. O encontro incentiva esse desenvolvimento considerando suas realidades específicas, mostrando o que eles precisam saber e fazer para que sejam agentes de transformação”, diz.  

Engajamento político em pauta 

Amapaense e membro do coletivo Utopia Negra Amapaense, a participante Luana Darb é socióloga e desenvolve projetos relacionados ao voto da juventude. Para a ativista, a Amazônia foi desprestigiada, de diferentes formas, ao longo dos últimos anos – o que realça a importância do engajamento da juventude em instâncias de decisões. 

“A formação elucida, problematiza e coloca a gente, que compõe a Amazônia, na discussão, com o reconhecimento que temos múltiplas Amazônias, múltiplos povos e múltiplos conhecimentos que devem ser valorizados”, afirma Luana, que espera que a iniciativa colabore para uma possível formação de uma comissão sobre a Amazônia composta por jovens. 

Promovida dentro da campanha “Eu Voto na Amazônia Viva”, iniciativa da FAS com o objetivo de estimular o diálogo entre a sociedade civil dentro e fora da Amazônia Legal e de fortalecer a defesa socioambiental no território, a Formação Política para Jovens Amazônicos, que integrou a programação do encontro, promoveu uma imersão em diferentes realidades. 

Os participantes foram até a comunidade Tumbira, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Rio Negro, e integraram atividades na cidade de Manaus. 

O objetivo da formação é possibilitar uma ampliação de conhecimentos sobre democracia e o impacto social que a juventude da Amazônia pode exercer na promoção de mudanças em seus respectivos territórios.  

Raimunda da Silva, moradora da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Uacari, no município de Carauari, Amazonas, comenta que se inscreveu formação política com o intuito de entender melhor como reivindicar ações conjuntas. “Como moro numa unidade de conservação, o nosso gestor foi a minha inspiração de que eu deveria fazer mais pela floresta e fazer ações que ainda temos [muito] para mudarmos”, afirma.  

Natália Wagner, supervisora do subprograma de Educação Ambiental e responsável pela organização da Formação, comenta que o encontro proporcionou aos jovens a oportunidade de se perceberem como agentes transformadores da realidade de seus territórios.  

“Isso para que, cada vez mais, se empoderem das pautas e participem ativamente dos diálogos e tomadas de decisões sobre a realidade da Amazônia a partir da perspectiva de quem vive nesses territórios. […] A política precisa ser acessível e disponível para todos independentemente de escolaridade, classe social ou idade”, disse, ao ressaltar também a importância da juventude em falar sobre as aspirações para o futuro, não apenas sobre as problemáticas.  

Para a coordenadora de políticas públicas e cooperação internacional da FAS, Giovana Figueiredo, a diversidade do grupo permitiu uma experiência ainda mais enriquecedora.  

“O grupo de jovens foi muito diverso, com participantes de diferentes origens, faixas etárias, vivências e realidades. Houve uma integração muito grande entre os jovens, que em poucas horas já se viam como uma rede de impacto. Foi possível perceber a motivação comum por trás do engajamento de todas que participaram: defender a Amazônia viva, e um desenvolvimento justo para ela”, disse. 

Sobre a FAS

Fundada em 2008 e com sede em Manaus/AM, a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) é uma organização da sociedade civil e sem fins lucrativos que dissemina e implementa conhecimentos sobre desenvolvimento sustentável, contribuindo para a conservação da Amazônia. A instituição atua com projetos voltados para educação, empreendedorismo, turismo sustentável, inovação, saúde e outras áreas prioritárias. Por meio da valorização da floresta em pé e de sua sociobiodiversidade, a FAS desenvolve trabalhos que promovem a melhoria da qualidade de vida de comunidades ribeirinhas, indígenas e periféricas da Amazônia.