Passagem da tocha olímpica por Manaus conta com arqueiros indígenas e colaboradores da FAS : FAS Amazônia
20/06/2016
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Passagem da tocha olímpica por Manaus conta com arqueiros indígenas e colaboradores da FAS


Manaus recebeu no Ultimo domingo (19) a Tocha Olímpica da Rio 2016, que reuniu centenas de manauaras em vários pontos da cidade para celebrar o espírito dos jogos. O momento também contou com a participação de arqueiros do Projeto Arquearia Indígena no Amazonas e colaboradores da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), que foram convidados pelos parceiros Banco Bradesco, Coca-Cola Brasil e Samsung, apoiadores dos projetos desenvolvidos pela organização.
Drean Braga da Silva, Gustavo dos Santos e Graziela Paulino foram os atletas indígenas amazonenses que participaram do revezamento. Os três nasceram no Rio Cuieiras, nas comunidades Três Unidos e Nova Canaã, e entraram no projeto em 2013 após seleção da treinadora Márcia Lot. A partir dos treinamentos em Manaus, conquistaram medalhas de ouro, prata e bronze em categorias mista e individual nos 7º e 8º Campeonatos Brasileiros de Base, além de participações na Seleção Brasileira de Tiro com Arco, e em competições na Turquia e Costa Rica. 
“Para mim foi muito emocionante poder representar o povo Kambeba, minha comunidade, e estar com os meus pais nesse momento histórico aqui em Manaus, algo que vou levar para a vida inteira”, comenta Drean, que teve participações na seleção brasileira, em janeiro de 2015.
“Estamos muito orgulhosos por ter participado do evento, que entra de alguma forma para história da aldeia. A tocha nos motiva a lutarmos ainda mais para trazer ainda mais alegrias para nossa família na comunidade”, enfatiza Graziela Paulino dos Santos, que conduziu a tocha com convite da Samsung Brasil, uma das apoiadoras de atividades de Educação e SaUde da FAS.
Também conduziram a tocha os superintendente-geral da FAS, Virgilio Viana, técnico científico, Eduardo Taveira e a coordenadora da Virada Sustentável Manaus, Paula Carramaschi. “Emoção total com a tocha! Viva o espírito olímpico de celebração da paz e da união dos povos”, celebrou o superintendente-geral.
“Estou muito orgulhosa, principalmente de ter conduzido a tocha em um lugar com pessoas tão calorosas, como foi na Zona Leste de Manaus, que deram um valor muito especial para os 200 metros de percurso”, comemora Paula.
Veja perfil dos condutores:

Graziela Paulino dos Santos

A atleta indígena Graziela Santos conduziu a tocha olímpica na Avenida Brasil, indicada pela Samsung Brasil. Treinando em Manaus há dois anos, Graziela nasceu e foi criada em uma comunidade indígena Karapanã. Hoje ela é uma das principais revelações no tiro com arco brasileiro e segue empenhada em busca de uma vaga nas Olimpíadas.

Drean Braga da Silva

Nascido e criado na aldeia indígena 3 Unidos no Baixo Rio Negro, aprendeu a flechar com o pai e sempre gostou de caçar na floresta. Ã? um dos participantes do projeto Arqueria Indígena, criado pela Fundação Amazonas Sustentável para revelar indígenas com potencial inato para o esporte. Depois de participar de uma peneira com mais de 80 indígenas ele foi um dos selecionados para compor um time que passou a treinar de forma profissional na Vila Olímpica de Manaus. Com menos de um ano de treinamento foi medalha de bronze no Campeonato Brasileiro Juvenil na equipe mista. No início do ano foi chamado pelo técnico da seleção brasileira de tiro com arco para treinar com a equipe durante 6 meses. Atualmente está em sétimo lugar no outdoor e segundo lugar no Indoor no ranking brasileiro (recurvo masculino Juvenil) e tem inspirado centenas de indígenas a resgatar a cultura do tiro com arco e a auto estima de seu povo.

Gustavo Paulino dos Santos

Gustavo está com 19 anos e nasceu na Aldeia Indígena Nova Canaã, a 80km de Manaus. Foi batizado, além do nome de registro, com o nome indígena YwYtu, do Karapãna, “Vento”. Herdou a força física dos índios Karapãnos e, com disciplina, se tornou um atleta de alto rendimento. Ã? um dos participantes do projeto Arqueria Indígena, criado pela Fundação Amazonas Sustentável para revelar indígenas com potencial inato para o esporte. Depois de participar de uma peneira com mais de 80 indígenas, foi um dos selecionados para compor um time que passou a treinar de forma profissional na Vila Olímpica de Manaus e foi convidado a estagiar por três meses com a Seleção Brasileira de Tiro com Arco. Gustavo conta que na aldeia, com apenas 30 casas e pouco mais de 100 habitantes, não havia energia elétrica e que quando começou a praticar o tiro com arco, sequer sabia que se tratava de um esporte. 

Virgilio Viana

Phd. por Harvard, engenheiro florestal por formação, Viana atua na área de conservação da Amazônia e melhoria de qualidade de vida de comunidades ribeirinhas. Ele foi o idealizador do Projeto Arqueria Indígena do Amazonas, que apoia jovens indígenas que hoje treinam como atletas de alto rendimento na Vila Olímpica de Manaus.

Eduardo Taveira

Eduardo Costa Taveira é mestre em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade e atua na FAS desde 2014. Entre os anos de 2011 e 2013, foi Secretário Executivo Adjunto da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia do Amazonas. Tem experiência na área de Sociologia, Política PUblica, Meio Ambiente e Gestão de Projetos no setor pUblico.

Paula Carramaschi Gabriel

Paula desenvolve trabalho na ?FAS? com desenvolvimento institucional e parcerias, além de coordenar a Virada Sustentável Manaus e estar trazendo o CISV para a nossa cidade. Ã? uma grande representante dos jovens engajados na causa ambiental no Amazonas.