Ter acesso a água limpa e potável para beber, preparar comida e fazer as necessidades básicas é um direito fundamental do ser humano, mas pouco comum à realidade da maioria das populações remotas que vivem pelo interior do Amazonas. Sem acesso a água tratada, famílias são obrigadas a tomar recursos hídricos poluídos e impróprios para o consumo oriundos de rios e igarapés, o que acarreta doenças em adultos e crianças como desinteria, amebíase, hepatite A, cólera e verminoses.
Mas essa realidade começou a mudar para os moradores das comunidades ribeirinhas da Reserva Extrativista (Resex) do Rio Gregório, uma das Unidades de Conservação (UC) apoiadas pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS) e que fica situada entre os municípios de Ipixuna e Eirunepé. Através de uma parceria entre a FAS e a multinacional Procter & Gamble, mais de 200 famílias que vivem na reserva receberam 48 mil unidades de sachê com pó purificador de água, uma tecnologia desenvolvida pela P&G que transforma água poluída em potável e que beneficia milhares de populações carentes em todo o mundo.
“Estamos no meio da Amazônia, na maior bacia de água doce do planeta, e se pensa ‘ah, não tem problema de água’, mas tem. Apesar de ter bastante água à disposição nos rios e igarapés, na Resex do Rio Gregório, por exemplo, as populações não têm acesso a água tratada em casa, o que causa diversas doenças de veiculação hídrica”, explicou Marcelo Castro, coordenador do Programa Bolsa Floresta (PBF) da FAS da região do Médio Juruá.

