Definidos os membros do Painel de Mudanças Climáticas no Brasil : FAS Amazônia
15/07/2010
Outros

Definidos os membros do Painel de Mudanças Climáticas no Brasil


Ana Paula Freire, especial para o D24AM.com . portald24am@gmail.com

O Conselho Diretor (CD) do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC) esteve reunido na sede do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos, para aprovar os escopos dos grupos de trabalho e os respectivos autores, com vistas na elaboração de um relatório completo sobre mudanças climáticas no Brasil.

Virgilio Viana, superintendente geral da FAS, é membro do PBMC

O objetivo é fazer um diagnóstico da situação brasileira, do ponto de vista de ciência das mudanças globais, realizar uma compilação dos trabalhos sobre mitigação e adaptação das mudanças climáticas no Brasil, e a partir daí, subsidiar políticas públicas e o próprio Painel Integovernamental sobre Mudanças Cimáticas (IPCC, da sigla em inglês).

De acordo com Suzana Kahn, presidente do comitê científico do PBMC, e membro do CD, a primeira versão do relatório deve ser concluída entre março e abril de 2012, e “certamente vai dar importante contribuição para o relatório do IPCC”, com divulgação prevista para 2014. “Dos 25 cientistas brasileiros selecionados pelo IPCC, 20 estão no Painel Brasileiro. Isso é bastante significativo”, disse.

O PBMC tem três grupos de trabalho, assim definidos: “Base Científica das Mudanças Climáticas (GT-1), “Impactos, Vulnerabilidade de Adaptação às Mudanças Climáticas” (GT-2) e “Mitigação à Mudança climática” (GT-3). Também ficou definida uma “Força Tarefa em Metodologia de Inventários”. Cada um terá dois cientistas como coordenadores.

Tércio Ambrizzi, da Universidade de São Paulo (USP), e Moacy Araújo, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) coordenam o GT-1. Antônio Magalhães, do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), e Eduardo Assad, da Embrapa Informática (Campinas-SP), vão coordenar o GT-2. Mercedes Bustamante, da Universidade de Brasília (UnB), e Emilio La Rovere, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), coordenam o GT-3.

Para a FT em Metodologia de Inventários, foram aprovados, como coordenadores, os pesquisadores Laerte Ferreira, da Universidade Federal de Goiás (UFGO), e Thelma Krugg, do Inpe. Cada GT terá, em media, seis capítulos, dentro do escopo proposto, e cada capítulo terá dois cientistas líderes.

Amazônia

Apesar de poucos em números, a Amazônia está bem representada no PBMC, segundo Suzana Kahn. O cientista Philip Fearnside, do Insituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, especialista em estimativas de emissões de gases do efeito estufa por queimadas na Amazônia, é um dos principais autores da modalidade FT. Além dele, estão Niro Higushi, também do Inpa, e Carlos Antônio Costa dos Santos, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Também estão presentes os cientistas Alexandre Kemenes (GT-3), especialista em emissões de metano, e Antonio Manzi (GT-1), do Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA), e Virgílio Viana, da Fundação Amazônia Sustentável (GT-3).

Do Pará, estão Alfredo Homma, pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental, e Júlia Cohen e Claudio Fabian Szlafsztein, ambos da Universidade Federal do Pará (UFPA), no GT-2.  O Mato Grosso do Sul está representado na modalidade FT, por Ivan Bergier, da Embrapa Pantanal (Corumbá, MS).

“A participação da Amazônia no Painel é representativa, pois buscamos exatamente este equilíbrio. No entanto, a maior representatividade ainda é do Sudeste”, observa Suzana Kahn, que é pesquisadora da  Coppe/UFRJ. Segundo ela, o PBMC terá cerca de 200, mas “o numero exato não está fechado, pois alguns precisam confirmar formalmente”.

O PBMC é presidido pelo cientista Carlos Nobre, do Inpe. A reunião foi realizada no último dia 8, no Centro de Ciências do Sistema Terrestre (CST-Inpe), em São José dos Campos.