Empreendedorismo ribeirinho: beneficiamento para cinco mil pessoas no Amazonas : FAS Amazônia
08/09/2014
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Empreendedorismo ribeirinho: beneficiamento para cinco mil pessoas no Amazonas


“Ã? essencial estimular o empreendedorismo ribeirinho, â??reinventadoâ?? uma tecnologia de apoio”. Essa frase esteve no discurso do superintendente geral da FAS, Virgílio Viana, na solenidade de lançamento do projeto “Empreendedorismo Ribeirinho”, que ocorreu na comunidade  Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, RDS Rio Negro, no dia 04, em parceria entre a Fundação Amazonas Sustentável (FAS) com Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-AM). Esse trabalho realizará o levantamento das principais dificuldades enfrentadas pelas cadeias produtivas prioritárias nas comunidades.

O projeto  é aplicado em 20 municípios, distribuídos em nove Unidades de Conservação (UCs), com 15 cadeias produtivas, como a farinha, o açaí, os óleos vegetais, o turismo. Serão cerca de cinco mil pessoas atendidas com sugestões de 45 cursos de capacitação. 

Para o coordenador do Programa Nacional Sebrae nos Territórios da Cidadania, Ivaldo bezerra  comenta que o objetivo é aproveitar o potencial empreendedor que já existe nas comunidades. “Vamos trabalhar para retirar esses empreendedores das informalidades e transformá-los em empreendedores com CNPJ, que irá garantir o aparato legal de pessoa jurídica oferecendo também direitos iguais com os seus fornecedores”.

O diagnóstico do projeto investigará e apurará as necessidades fundamentais e especificidades de cada cadeia, para que seja construindo em conjunto com os empreendedores comunitários, uma agenda de cursos e consultorias que o Sebrae-AM desenvolverá até 2016.

“Entramos em uma fase de formação, após cinco anos de trabalho nas UCs, a FAS, junto com o Sebrae-AM, trabalhará na formação de empreendedores comunitários”, explica a coordenadora geral do Programa Bolsa Floresta (PBF), Valcléia Solidade.

A Fundação cuidará da mobilização e acompanhamento de todas as etapas do projeto, inclusive na construção da agenda de trabalho, garantindo que as ações sejam desenvolvidas de acordo com a metodologia do PBF.  Já o Sebrae-AM será responsável pela organização e implementação dos diagnósticos, estudos específicos, cursos e capacitações previstas.

O projeto terá duas fases. A primeira será a identificação das demandas das cadeias produtivas e a elaboração dos planos de capacitação. Na segunda fase, os cursos e capacitações relacionadas às cadeias produtivas prioritárias desenvolvidas em UCs.

O gerente assistente de pessoa jurídica do Bradesco, Hedryo Colares Malheiro esteve presente no evento e esclareceu que o Bradesco vai além de cuidar da conta do cliente. “Realizamos sonhos por meio do crédito bancário. O Bradesco possibilita a aplicação desse crédito em um projeto pessoal de forma transparente como estes que estamos vendo nesta solenidade”, comenta.

O objetivo da parceria entre FAS e Sebrae-AM, visa atender e aproveitar as oportunidades, ter novas alternativas de renda e produzir mais com qualidade os negócios sociais e produtivos realizados nas comunidades atendidas pelo Bolsa Floresta com  formação e orientação aos empreendimentos que já estejam no mercado ou em empreendimentos futuros dentro das UCs. 

Sair da irregularidade é o sonho da comerciante Adriana Brito de Mendonça que possui um restaurante, desde janeiro deste ano, na comunidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. “Espero que essa parceria ocasione resultado para nossa comunidade, eu sou empreendedora e ainda não tenho o CNPJ, e agora ficou mais claro o que preciso,  tenho certeza que vou  melhorar meu trabalho trazendo novidades para os clientes”,  disse Adriana.

O projeto de capacitação para o empreendedorismo ribeirinho,  será enfocado na geração de renda, produção sustentável, comercialização e apoio à gestão empresarial aliançado a soluções inovadoras para pequenos negócios ribeirinhos. “Além das principais atividades, o diagnóstico inicial também atenderá outros empreendedores que vão desde a venda em pequenos estabelecimentos comercias, por exemplo, as tabernas, como ainda a geração de renda alternativa como os serviços de manicure, venda do doce gelado conhecido na região como dindin e demais atividades peculiares à região”, esclarece o supervisor de empreendedorismo e negócios sustentáveis da FAS, Wildney Mourão.