Mais de uma tonelada de pirarucu das RDS Mamirauá e Cujubim foram vendidas nesta sexta-feira : FAS Amazônia
21/10/2016
Outros

Mais de uma tonelada de pirarucu das RDS Mamirauá e Cujubim foram vendidas nesta sexta-feira


Cerca de uma tonelada de pirarucu manejado das Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Mamirauá e Cujubim foi vendida nesta sexta-feira (21), na sede da Fundação Amazonas Sustentável (FAS). O pescado, que teria como destino feiras na capital este fim de semana, foi totalmente vendido em poucas horas para um pUblico de várias zonas da cidade, o que surpreendeu os pescadores.
“Estamos surpresos e felizes com o sucesso da feira. Não esperávamos tanta procura. Gostaríamos de agradecer a todos que compraram e mostraram que é possível vender peixe legalizado, que tem mercado no Amazonas”, comentou José Ranolfe, presidente da Associação de Moradores de Usuários da RDS Mamirauá Antônio Martins (Amurmam).
Com o sucesso das vendas, a venda na feira do Cassam, que seria realizada na manhã deste sábado (22), foi adiada para novembro, explica o coordenador da Regional Solimões da FAS, Edvaldo Correa. A expectativa é trazer ainda mais peixes.
“Estamos contentes com o sucesso do pirarucu manejado, e com a rápida venda do estoque, teremos que adiar a feira de sábado para a Ultima semana de novembro. Só temos a agradecer a todos por terem vindo e ajudado. Vamos trazer ainda mais peixes em novembro”, enfatiza.

Pirarucu Manejado

Além de gerar renda para famílias ribeirinhas, a atividade promove a conservação da espécie, pois estimula a manutenção de bons estoques de peixe nos lagos das unidades de conservação, explica o pescador Edvar Bezerra, presidente da Associação de Extrativistas da RDS Cujubim (AERDSC).

“No manejo, o Ibama libera a cota para pescarmos pirarucus com peso e dimensões corretos, para garantir a reprodução para o próximo ano. Além disso, a gente tem que proteger o lago o ano todo de pescadores ilegais, para garantir que a cota de pesca seja boa”, explica Edvar.

A produção é fruto de projetos de manejo apoiados pela FAS, em parceria com o Fundo Amazônia/BNDES e o Banco Bradesco. O projeto tem apoio do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Mamirauá, da Operação Amazônia Nativa (Opan), e do Governo do Amazonas, por meio das Secretarias de Estado do Meio Ambiente (Sema), de Produção Rural Sustentável (Sepror), e da Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS).