Ministro Carlos Minc apresenta Plano Nacional de Mudanças Climáticas do Brasil em Poznán, na Polônia : FAS Amazônia
11/12/2008
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Ministro Carlos Minc apresenta Plano Nacional de Mudanças Climáticas do Brasil em Poznán, na Polônia


A comitiva da Fundação Amazonas Sustentável (FAS) que participa da Cop 14, em Poznán, na Polônia, manteve contato de alto nível com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e sua equipe de diretores do MMA. O encontro na conferência de imprensa sobre o Fundo Amazônia, uma das mais concorridas do evento, caracterizou-se pela qualidade do relacionamento de Minc com a comunidade internacional de ambientalistas, governos e demais especialistas em questões ambientais.


Diretores da FAS acompanham desempenho do ministro na Cop 14.
O diretor-geral da FAS, Virgilio Viana, conversou por telefone com o ministro Minc, desde Londres, onde participava de um encontro com parlamentares britânicos. Os demais diretores da FAS, que também participam do evento mundial das mudanças climáticas, Luiz Villares e João Tezza, de Finanças/Administração e Técnico/Cientifico, mantiveram conversações pontuais com o ministro Minc. “O ministro está fazendo uma excelente gestão”, disse Tezza.  “Minc surpreendeu a comunidade internacional com o plano de metas de redução das emissões incluindo o Fundo Amazônia”, disse Villares.
Em sua fala, Minc criticou a lentidão das ações dos países desenvolvidos para reduzir as emissões de carbono : “De Kioto a Poznán aumentou a emissão de Co2. As metas dos países desenvolvidos estão modestas e são de longo prazo. Precisamos de metas para 2020. Os países desenvolvidos colocam as metas conforme Kioto. Mas, dentro de um avião vazando combustível, quem fez os últimos buracos não pode dizer que não tem culpa histórica e não fazer nada. Neste sentido, o Brasil está fazendo a sua parte, continuando o trabalho da ex-ministra Marina Silva. O Brasil não tinha metas, não tinha plano. Agora, tem. E tem o Fundo Amazônia começando. Com isso teremos moral para cobrar ações imediatas dos países em desenvolvimento e dos desenvolvidos”.
O ministro destacou ainda que o “Plano Nacional de Mudanças Climáticas do Brasil  prevê 70% de redução do desmatamento até 2018, o que equivale a 4,8 bilhões de ton de CO2. Isto é mais do que todo esforço colocado pelos países desenvolvidos em Kioto. Além  disso temos o Etanol, que não vai ocupar 1 hectare da Amazônia e do Pantanal e nem tomar espaço dos alimentos”.
Minc frisou que é fundamental garantir preços para o extrativismo sustentável. E que desde que entrou no governo já foram aprovados 44 planos de manejo para as reservas extrativistas. “Fizemos acordos públicos com setores empresariais. Moratória da soja, com participação dos sojicultores, com compromisso de não comprarem de área desmatadas. A mesma coisa com exportadores de madeira, apenas comprando de áreas com planos de manejo. E dobramos as ofertas de madeira certificada. E a mesma coisa com o setor mineral”.
Seplan na Cop 14


Diretor administrativo-financeiro da FAS, Luiz Villares (à esquerda)
na conferência que teve a participação do secretário executivo da Seplan,
Marcelo Lima e do secretário do meio ambiente do Mato Grosso.
Além dos membros da FAS também a equipe da Secretaria do Planejamento do Estado do Amazonas (Seplan), liderada pelo secretário executivo, Marcelo Lima, esteve representada na conferência do ministro Minc. Lima e seus colaboradores diretos Ernesto Roessing (assessor de relações internacionais) e Bernard Smid (secretário adjunto de relações internacionais) acompanharam atentamente às exposições do ministro e de seus auxiliares diretos, notadamente Tasso de Azevedo, diretor geral do MMA, na área de Serviço Florestal, e Suzana Ribeiro, secretária geral de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do MMA.
Antonio Ximenes
Editor chefe do site da FAS
De Poznán, Polônia