Programa Bolsa Floresta Familiar é realidade para comunitários da RDS do Rio Amapá : FAS Amazônia
14/11/2008
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Programa Bolsa Floresta Familiar é realidade para comunitários da RDS do Rio Amapá


Especialistas da Fundação Amazonas Sustentável (FAS) deram mais um passo rumo à meta de beneficiar 4 mil famílias no Programa Bolsa Floresta até o final deste ano. Orientados por Mauro Cristo de Castro, 34, coordenador de planejamento do Bolsa Floresta Familiar, profissionais da FAS realizaram um levantamento sócio-econômico ambiental das 10 comunidades que vivem nas imediações da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Amapá, pertencente ao município de Manicoré.

O trabalho começou no dia 23 de outubro e foi concluído no dia 31 do mesmo mês. Na prática, as ações aconteceram por meio do uso de uma embarcação, local que serviu, inclusive, de acomodação para a equipe da FAS. “Literalmente, batíamos na porta e chegávamos para conversar com cada comunitário para saber exatamente como cada um vivia”, lembra Mauro. Durante a visita, os comunitários eram orientados a respeito da próxima ação que aconteceria na própria RDS: dois dias de oficina e posterior cadastramento no Programa Bolsa Floresta Familiar. Como de costume, coube aos técnicos da FAS toda a explicação de como funciona o programa – cuja função é reconhecer, valorizar e compensar as populações tradicionais e indígenas do Estado pelo seu papel na conservação das florestas, rios, lagos e igarapés.

Considerada por especialistas como uma das Reservas de Desenvolvimento Sustentável mais bem conservadas do Estado, conforme ressaltou Mauro Cristo, a RDS do Amapá é resultado de uma mobilização dos próprios habitantes. “Conseguimos fazer um levantamento de 268 famílias vivendo naquela reserva. Destas, 262 estão aptas a serem beneficiadas pelo Bolsa Floresta”, afirmou Mauro. Ainda segundo o coordenador, esta diferença se dá em função de alguns pré-requisitos do programa não serem atendidos. “Houve casos em que as mães tinham idade inferior a 18 anos. Por isso não poderão entrar para o programa, que preconiza o cadastramento apenas para as famílias cujas mães tenham idade acima de 18 anos”, esclareceu Castro.

Para otimizar o tempo e resultado no trabalho de oficina, as 10 comunidades foram distribuídas em diferentes grupos, ou pólos. Antes de irem a campo, a equipe da FAS teve o apoio do Conselho Nacional dos Seringueiros, que elaborou um relatório com o levantamento dos potencialidades da área. “Percebemos que estavam mais esperançosos. Após as oficinas do programa, notamos que a auto-estima deles foi elevada. Resgatamos a história da criação da reserva e a esperança deles estarem inseridos naquele local. Agora, eles passaram a encarar o serviço ambiental que prestam como um investimento”, destacou Mauro. No prazo de até 90 dias, cada representante da família receberá um cartão do Bolsa Floresta Familiar.


Veja fotos da RDS do Amapá

PRÓXIMA ETAPA

Daqui para frente, a próxima atividade que Mauro coordenará ao lado de equipe da FAS, tem como destino final a Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Amanã. Para lá, um time de sete profissionais da Fundação viajaram na última sexta-feira, 7 de novembro, e permanecem até o dia 22 de novembro. Nos arredores da Calha do Lago do Amanã, a expectativa é de trabalhar com uma média de 40 a 50 comunidades, envolvendo cerca de 350 famílias. “Fizemos uma ação precursora daquela região, para conhecer os representantes de cada uma das comunidades. Com isso, estava no planejamento retornarmos agora, para dar continuidade ao trabalho do Bolsa Floresta”, frizou Mauro.No caso da RDS do Amanã, a divisão dos comunitários será por setor, e não em pólos. Ao todo, a localidade a ser trabalhada pela equipe da FAS nas próximas semanas engloba 5 diferentes setores.  A logística para esta ação envolverá o uso de uma embarcação e apoio do Instituto Mamirauá, pontuou o coordenador.