13 anos da FAS: um sonho, o homem e a floresta

Ver a Fundação Amazonas Sustentável (FAS) chegar aos 13 anos de existência é constatar que sonhos podem, sim, se tornar realidade, desde que lutemos por eles sem medir qualquer esforço. Um deles, que sempre acalentei…

Por Fundação Amazônia Sustentável

19.02.2021
Fachada da sede em Manaus da Fundação Amazônia Sustentável (FAS).

Ver a Fundação Amazonas Sustentável (FAS) chegar aos 13 anos de existência é constatar que sonhos podem, sim, se tornar realidade, desde que lutemos por eles sem medir qualquer esforço.

Um deles, que sempre acalentei desde a juventude, faz dos povos tradicionais os protagonistas do honroso ofício de conservar a floresta. Assim o concretizei quando estive à frente do Governo do Estado do Amazonas, especialmente a partir de 2007, ao oficializar a criação da Fundação Amazonas Sustentável (FAS) como parte da Política Estadual de Mudanças Climáticas do Amazonas.

A ocasião ficou para a história do nosso Estado como simbólica e inédita, já que a instituição recém-criada era orientada pela primeira Lei de Mudanças Climáticas, Conservação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável (Lei 3135/2007) do país. Sim, fomos pioneiros nessa iniciativa.

Para presidir a FAS, convidamos o ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Luiz Fernando Furlan, que abraçou generosamente a missão. “Essa é uma boa oportunidade para fazermos um grande trabalho em defesa da Amazônia e nós vamos procurar somar esforços com outros parceiros que tenham o mesmo ideal para dinamizar o fortalecimento do projeto de desenvolvimento sustentado idealizado pelo Governo do Amazonas para a região”, disse ele na época.

A instituição contou, inicialmente, com o aporte de R$ 40 milhões. A metade obtida junto ao Banco Bradesco e os 50% restantes garantidos pelo Governo do Estado do Amazonas. Dois anos depois, conseguimos trazer a Coca-Cola para o nosso projeto.

Os rendimentos desse montante foram direcionados para um dos símbolos da nossa gestão, o programa Bolsa Floresta, que incentivou a conservação e a valorização dos produtos locais proporcionando uma ajuda mensal aos guardiões da flora e da fauna amazônicas.

O Bolsa Floresta era a resposta aguardada há décadas pelos destemidos caboclos que não viam outra alternativa senão explorar os bens naturais para garantir o alimento da família.

O primeiro programa do país a pagar por serviços ambientais prestados pelas comunidades residentes em unidades de conservação alcançou, inicialmente, 4 mil famílias, que recebiam R$ 600 por ano. No fim de 2009, já beneficiava 8,5 mil famílias, pertencentes a 16 unidades de conservação de uso sustentável – abrangendo 32 municípios amazonenses e 11 milhões de hectares.

Nossos projetos desenvolvidos para a conservação ambiental do Estado do Amazonas ganharam, inclusive, reconhecimento internacional. Lembro com alegria de, em 2008, receber o prêmio máximo da Fundação Sevilha Nodo. Sediada em Sevilha, na Espanha, a entidade é referência na Europa pelas iniciativas transformadoras. O valor da honraria – 30 mil euros – foi doado à FAS.

Um abraço do tamanho da Amazônia a todos que fizeram parte e ainda participam dessa história de 13 anos. Se depender de mim e, acredito, de inúmeros, muitos passos rumo à preservação da nossa floresta ainda serão dados.

Senador Eduardo Braga

Notícia da Fundação Amazônia Sustentável