pt Português
pt Português
pt Português
12/05/2022
Notícias

Cartilhas com metodologia inovadora de educação ambiental abordam espécies de animais e plantas símbolos da conservação

Publicações trazem informações e atividades sobre espécies-bandeira com metodologia “Múltiplas Linguagens da Educação”.


Com o objetivo de apresentar para as comunidades ribeirinhas informações sobre espécies de fauna e flora importantes para a conservação ambiental, a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) e o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM) lançaram os cadernos educativos ‘As múltiplas linguagens da educação e a conservação das espécies-bandeira’.

As duas publicações utilizam uma metodologia inovadora de educação que aborda ferramentas como rodas de conversa e contação de histórias, desenho e pintura, escrita, dança e coreografia, produção audiovisual e teatro.

Os cadernos são resultado de uma parceria com a Petrobras, por meio do Projeto Amazonas Sustentável (PAS), executado pela FAS. As publicações possuem definições sobre espécies-bandeira, denominação para animais ou plantas escolhidos como símbolos da conservação ambiental.

Alguns exemplos são o macaco sauim-de-coleira, utilizado em campanhas de conservação em Manaus; o mico-leão-dourado, símbolo da preservação da Mata Atlântica; e a ararinha-azul, ave ameaçada e símbolo da Caatinga brasileira.

A supervisora do projeto na FAS, Kelly Souza, explica que os cadernos foram organizados a partir de uma experiência prática na comunidade Punã, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Mamirauá, no município de Tefé.

“O intuito dos cadernos é apoiar a comunidade escolar e ribeirinha sobre o conceito de espécies-bandeira. Esperamos gerar um impacto nas comunidades e que elas possam adotar os cadernos como atividade extracurricular. Eles são uma ferramenta usada como metodologia de educação ambiental popular; durante o trabalho que desenvolvemos, vemos uma necessidade cada vez maior de integrar metodologias como essa, e a ideia é que possamos trabalhá-la também no universo virtual, onde as crianças e professores possam receber esse material e multiplicar em suas comunidades”, afirma Kelly.

Entre as proposições adotadas nos cadernos, referem-se ao conhecimento popular dialogado e evidencia as múltiplas linguagens presentes nas próprias comunidades ribeirinhas.

A oralidade é uma linguagem bem presente e marcante, por isso buscou-se considerar outras formas de linguagens da educação. Iniciando com diagnósticos participativos, visitas de campos e rodas de conversas para subsidiar as atividades extracurriculares como teatro, música e dança.

A exemplo do evento cultural promovido na própria comunidade Punã, iniciado nas oficinas participativas entre professores e alunos. Prosseguindo com as rodas de conversas com os idosos da própria comunidade, abordando os aspectos históricos, econômicos e culturais.

O término dessa fase do projeto em 2019, com o Agita Punã, representou o sucesso e o sentimento de missão cumprida quanto ao reconhecimento da cultura ribeirinha presente no Punã através de uma única espécie-bandeira.

Metodologia

Os novos cadernos ensinam atividades investigativas e oficinas criativas com o uso das múltiplas linguagens e atividades expositivas.

Para isso, adota a metodologia das Múltiplas Linguagens da Educação, ferramentas importantes para a construção e efetivação do processo educativo a partir de métodos como rodas de conversa e contação de histórias, desenho e pintura, escrita, dança e coreografia, produção audiovisual e teatro.

“Enquanto atividade educativa, esse projeto surge como proposta para refletirmos sobre o meio ambiente e os territórios locais por meio do diálogo, da troca de experiência e da aprendizagem. É uma possibilidade de refletirmos sobre as espécies de fauna e flora como importantes em si mesmas, mas também sob as perspectivas ecológica, econômica e social. Nossa expectativa é que a metodologia encontre ecos e caminhos que possam colaborar para a análise, reflexão e ação consciente em relação ao meio ambiente, às espécies e ao território local, com sua história e práticas culturais. Tudo isso a partir do diálogo, da reflexão e da criatividade”, explica o analista em educação ambiental do Instituto Mamirauá, Claudioney Guimarães.

Os cadernos da série ‘As múltiplas linguagens da educação e a conservação das espécies-bandeira’ podem ser acessados no site fas-amazonia.org, por meio da aba ‘Publicações’.

Sobre a FAS

Fundada em 2008 e com sede em Manaus/AM, a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) é uma organização da sociedade civil e sem fins lucrativos que dissemina e implementa conhecimentos sobre desenvolvimento sustentável, contribuindo para a conservação da Amazônia. A instituição atua com projetos voltados para educação, empreendedorismo, turismo sustentável, inovação, saúde e outras áreas prioritárias. Por meio da valorização da floresta em pé e de sua sociobiodiversidade, a FAS desenvolve trabalhos que promovem a melhoria da qualidade de vida de comunidades ribeirinhas, indígenas e periféricas da Amazônia.