Plano de Ação da Reserva da Biosfera da Amazônia Central é lançado em webinário - FAS Amazônia : FAS Amazônia
20/09/2021
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Plano de Ação da Reserva da Biosfera da Amazônia Central é lançado em webinário

Iniciativa da UNESCO, Secretaria de Meio Ambiente do Amazonas e Fundação Amazônia Sustentável destaca 118 ações a serem implementadas no período de 2021 a 2024


A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas (SEMA) e a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) e o Conselho Estadual da Reserva da Biosfera da Amazônia Central (CERBAC) lançam nessa terça-feira (21), às 11h (horário de Brasília), o “Plano de Ação da Reserva da Biosfera da Amazônia Central (PARBAC)”, com 118 ações locais previstas para o quadriênio 2021/2024. O lançamento será feito por meio de um webinário e pode ser acompanhado pelo canal da UNESCO no YouTube: https://www.youtube.com/user/unescoportuguese.

O PARBAC, que foi reconhecido como política pública estadual em abril deste ano, protege verdadeiras joias de biodiversidade como o Parque Nacional do Jaú, a Estação Ecológica de Anavilhanas, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã, que juntas formam o Complexo de Conservação da Amazônia Central, inscrito na Lista do Patrimônio Mundial Natural da UNESCO em 2003.

A UNESCO, por meio da parceria com o Grupo francês LVMH, apoiará a implementação do plano, que compreende ações como: elaborar o projeto “Rede RBAC”, com os órgãos gestores dos 289 Territórios Institucionais abrangidos pela RBAC, que terá como objetivo a captação de recursos financeiros nacionais e internacionais; formular o “Programa de Incentivo e Apoio à Pesquisa na RBAC”, com medidas de auxílio administrativo e operacional aos pesquisadores; reativar os Comitês Regionais da RBAC, com reconhecimento das iniciativas de colegiados já existentes, sendo ao todo três polos: a) Médio Rio Solimões (Tefé); b) Rio Negro (Mosaico de UC do Baixo Rio Negro); e, c) Baixo Rio Solimões (Manacapuru), entre outras. Para ler o estudo completo e todas as ações, acesse o link: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000379013.

“O Plano é fruto da cooperação entre vários entes, e ajudará na realização das três missões básicas de uma reserva da biosfera da UNESCO: a proteção da biodiversidade, o desenvolvimento sustentável e a promoção do conhecimento científico e tradicional. A reserva está localizada na área do Projeto Corredor Ecológico Central da Amazônia, no interior do estado do Amazonas, que abriga um conjunto de áreas protegidas e uma área que compreende 30 municípios”, comenta Fabio Eon, coordenador do programa de Ciências Naturais da UNESCO no Brasil.

“Esse novo Plano de Ação da Reserva da Biosfera da Amazônia Central vai nortear as ações ambientais na área de 2021 a 2024. O plano anterior começou a ser revisado em 2020, a fim de adequar o documento e executar um cronograma de ações ambientais condizentes com a realidade local. Foi feito minucioso estudo de detalhamento da Reserva, para a elaboração desse novo plano, levantando todas as informações relativas à área, comunidades, terras indígenas, empreendimentos abrangentes e outros pontos. Antes nós tínhamos um plano de ação básico e agora a gente tem um plano gerencial técnico, baseado no Plano de Lima, no Peru, bem elaborado, conciso, que vai nortear as ações do Governo do Amazonas e dos demais parceiros, dentro desses territórios”, enfatizou o secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira.

O webinário de lançamento da iniciativa será mediado pelo jornalista especializado em sustentabilidade e meio-ambiente, Dal Marcondes, da Agência Envolverde, com a participação do coordenador de Ciências da UNESCO no Brasil, Fabio Eon, do geógrafo e autor do PARBAC, João Rodrigo Leitão dos Reis, do secretário de Estado de Meio Ambiente do Amazonas (SEMA) e presidente do Conselho da Reserva da Biosfera da Amazônia Central (CERBAC), Eduardo Taveira, da secretária executiva-adjunta da SEMA, Fabrícia Arruda, do superintendente-geral da FAS, Virgílio Viana, do presidente do Conselho da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, Clayton Lino e do diretor-geral do Fórum Permanente em Defesa das Comunidades Rurais e Ribeirinhas de Manaus (FOPEC), Francisco Carlos Borges de Souza.

A Reserva da Biosfera

A Reserva da Biosfera é um espaço que representa os ecossistemas característicos da região onde é estabelecida. As reservas otimizam a convivência entre o ser humano e o meio ambiente, onde são realizados projetos de conservação e uso sustentável de recursos.

A Reserva da Biosfera da Amazônia Central foi designada para inclusão na Rede Mundial de Reservas da Biosfera, que é regulamentada pela UNESCO, e abrange 12,72% do território do Estado do Amazonas e 0,03% do Estado de Roraima. Ao todo, ela cobre 31 municípios na Amazônia Legal com mais de 3 milhões de habitantes. Nessa região há Unidades de Conservação (UCs), terras indígenas, terras quilombolas, sítios arqueológicos e espeleológicos, corredores ecológicos, áreas de reconhecimento internacional para conservação da biodiversidade, entre outras.

“Esse Plano de Ação da Reserva da Biosfera da Amazônia Central é um instrumento muito importante para orientar os investimentos em ações relacionadas tanto com a proteção ambiental quanto a prosperidade e melhoria da qualidade de vida das populações que residem nessa área. É um documento que foi feito a muitas mãos e reflete a importância dessa região pro futuro da Amazônia”, disse Virgilio Viana.

Os municípios amazonenses com maior relevância socioeconômica na RBAC são Manaus (capital metropolitana e sede do Polo Industrial de Manaus), Coari e Tefé (produtores de petróleo, gás e óleo), Presidente Figueiredo (produtor mineral e hidrelétrico), Iranduba (polo da indústria ceramista) e Manacapuru (extrativismo animal e vegetal).

Com a implementação do plano, será possível garantir financiamentos para gestão do espaço, composição de equipe multidisciplinar permanente, captação de recursos nacionais e internacionais, instituição de política de gestão ambiental, entre outros benefícios.