Por meio de processo participativo, comunidades de quatro UCs definem investimentos do Bolsa Floresta : FAS Amazônia
01/08/2016
Pro-Comunidades

Por meio de processo participativo, comunidades de quatro UCs definem investimentos do Bolsa Floresta


Cerca de 300 moradores de quatro Unidades de Conservação (UCs) participantes do Programa Bolsa Floresta (PBF) participaram de oficinas participativas  para definição de investimentos para nova etapa da iniciativa, que inicia a partir deste ano.  As oficinas foram promovidas  ao longo de julho nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Negro, Canumã, Uatumã, e na Floresta Estadual (Florest) de Maués, reunindo gestores e representantes de 69 comunidades dessas áreas protegidas. O Programa é implementado pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS), com apoio do Fundo Amazônia/BNDES, Banco Bradesco e Governo do Amazonas.

Nos encontros foram realizadas avaliações participativas da primeira fase do Programa, implementado pela Fundação entre 2010 e 2014.  A partir dessa discussão, os ribeirinhos definem de forma coletiva o destino dos próximos investimentos em Geração de Renda e Associativismo Comunitário a serem feitos pela parceria ao longo de 2016.

Na RDS Rio Negro, as oficinas aconteceram nas comunidades Nova Esperança, Saracá e Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, com 144 participantes. Os ribeirinhos direcionaram os investimentos para o manejo madeireiro sustentável, turismo, artesanato e agricultura, cadeias produtivas que já são desenvolvidas atividades desde a chegada do Programa.

A comunidade Pindobal sediou a oficina na RDS Canumã, onde os 56 presentes direcionaram os investimentos para a melhoria da cadeia produtiva da farinha, pequenos animais, além da construção de um flutuante e aquisição de capital de giro para facilitar o acesso ao mercado.

Os 100 participantes da oficina na RDS Uatumã, que aconteceu na comunidade Nsa Senhora do Livramento, definiram de forma participativa os investimentos  para fortalecer a cadeia produtiva da farinha e criação de pequenos animais, além da construção de pousadas para incentivar o turismo na região. A ideia é também acessar capacitações e investir em melhorias na divulgação dos novos empreendimentos.
Na Floresta Estadual (Florest) de Maués, as oficinas ocorrem nas comunidades Menino Deus do Acão Era e Liberdade, reunindo 91 moradores de 21 comunidades da reserva. Os ribeirinhos optaram por investir no melhoramento do plantio e colheita do Guaraná na reserva, além de investimentos em produção de farinha e avicultura. Também será apoiado o fortalecimento das atividades do grupo de mulheres com a fabricação das redes sacolas, e apoio ao grupo de jovens com a gestão de viveiros de mudas.

Na RDS PiagaçU Purus as oficinas ocorreram nas comunidades de Nossa Senhora de Nazaré no Lago do Arumã e Itapuru, com a participação de 247 participantes de 50 comunidades. Os investimentos foram definidos nas cadeias produtivas do pescado, da farinha, além do apoio no grupo de mulheres da comunidade. Além do mais, os recursos ajudarão a reformar barcos para escoamento da produção.

“As comunidades entenderam a importância de ter conhecimento e vocação sobre as cadeias produtivas. Com isso, as oficinas tem sido um espaço para discussão madura, e como resultado, tem ajudado a fortalecer as atividades que já existem e podem dar mais retorno”, explica a coordenadora da regional Negro-Amazonas, Jousanete Dias.

A iniciativa contou com a presença dos líderes de associação e gestores das áreas protegidas, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).